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Profissionais do setor AECO que trabalham com o Archicad ganharam novos recursos para atuar com a modelagem MEP (Projetos de Mecânica, Elétrica, ar-condicionado e infraestrutura predial) com a versão Archicad 24. Logo de início, uma das grandes vantagens da atualização do software para quem adota a modelagem MEP é que agora esses recursos são parte integral do pacote do programa. As novas possibilidades contempladas pelo software da Graphisoft estão totalmente visíveis no Guia de Recursos, que pode ser acessado por meio do menu de ajuda (Help Center). Veja neste post, como o software tornou a interface para modelagem de projetos MEP muito mais fácil e intuitiva e também proporcionou melhorias no quesito colaboração e coordenação. O que o Archicad 24 traz de novidades para a modelagem MEP? Antes de falar sobre os novos recursos, é interessante fazer um rápido apanhado sobre o Archicad. Esse é um dos produtos da empresa húngara Graphisoft que dão suporte à metodologia BIM. O Archicad foi o primeiro software BIM lançado de forma comercial para computadores pessoais, muito antes do Revit. Começou a ser desenvolvido em 1982, originalmente para o Apple Macintosh, e foi lançado em 1987. Foi considerado uma grande revolução no que se refere à modelagem 3D devido à sua grande capacidade de armazenagem de informação dentro de um modelo tridimensional. Para as empresas que começam a trabalhar com essa plataforma, é uma opção de tecnologia para implementação do BIM. Atualmente, está disponível em 27 versões de idiomas. Desde sua criação, o software desfruta de grande prestígio para os profissionais da arquitetura do mundo inteiro, devido a recursos para modelagem 3D com banco de dados associado, permitindo um fluxo de trabalho inteligente e colaborativo, que é uma característica do BIM. Um dos grandes atrativos para o uso do software é a grande clareza para o usuário por apresentar informações de forma minimalista e orientada por gráficos, documentação automatizada e renderização fotorrealista, que permitem um processo criativo bastante integrado e fornecendo bastante liberdade para análises dos projetos arquitetônicos. Com o tempo, o software incorporou também as ferramentas para modelagem MEP, porém, até a versão 2023, a licença com esses recursos para os projetos complementares deveriam ser adquiridas à parte. Na versão 2024, não é mais necessário. Quem adquire a licença Archicad já é contemplado com essa integralidade de ferramentas para projetos arquitetônico e MEP, com recursos como design integrado do modelo analítico, modelagem MEP e verificação de modelo. Conheça os novos recursos do Archicad 24 divulgados pela Graphisoft: 1 - Design Integrado É possível comparar modelos, gerenciar mudanças de design e permitindo mudanças de design mais rápidas para para Modelo Analítico Estrutural, MEP e verificação de modelo. Modelo analítico estrutural Para o modelo analítico integrado apresenta um novo fluxo de trabalho bidirecional para engenheiros estruturais, que permite trabalhar em paralelo com o arquiteto para criar edifícios com construção de suporte de carga adequada. Novos novos recursos é possível fazer compartilhamento com qualquer aplicativo de análise estrutural que ofereça suporte a formatos de arquivo de código aberto. Além disso, o engenheiro estrutural pode fornecer sugestões para mudança no modelo analítico, enviá-lo de volta e as mudanças são atualizadas no modelo físico. Pode fazer também a derivação automática de membros do modelo analítico estrutural a partir de elementos centrais de suporte de carga. Modelagem MEP O Archicad 24 permite uma modelagem de forma bastante fácil e trabalho com sistemas próprios do MEP. Com os recursos integrados ao programa é possível realizar conversão aprimorada de objetos MEP importados por meio de IFC, modelagem nativa dentro do software, fluxo de trabalho de abertura MEP completa e conversão aprimorada de objetos. Neste recurso, as ferramentas de modelagem são organizadas por grupos (canalização, cabeamento, tubulação, etc). É possível modelar peça por peça e fazer ajustes na paleta flutuante ou mesmo optar pelo traçado MEP, que já permite uma construção em cadeia. Todos os ajustes e modificações são bastante interativos. Já com o recurso Portas MEP é possível adicionar novos elementos ao objeto e direcionar para Sistemas MEP. Além das várias ferramentas contempladas para arquitetura, no Archicad 24, há também uma biblioteca MEP (tubulação, canalização, elétrica, ar condicionado), que funciona similarmente às famílias do BIM/Revit . Verificação de modelo O Archicad traz duas novas soluções para detecção de conflitos, que podem ser utilizadas em qualquer momento do ciclo de vida do projeto: Verificação de qualidade do modelo físico; Verificação de qualidade do modelo analítico estrutural. Além disso, há também um relatório de verificação que permite gerenciar os resultados obtidos. Para isso, é possível selecionar os elementos de um item 3D de forma bastante fácil, classificar esses itens relatados por seus próprios detalhes e decidir quais problemas necessitam cuidados, usando o novo fluxo de gerenciamento de problemas. 2 - Colaboração aprimorada O novo recurso de BIM Rastreamento de Alteração permite Acompanhamento de mudanças em projetos, gerenciar problemas em tarefas e propostas alternativas de design. Com essas novas ferramentas é possível evitar a sobrecarga de coordenação e manter concentração na solução dos problemas do projeto. As ferramentas permitem que arquitetos e engenheiros se comuniquem com mais eficiência para propor alterações sem interromper o projeto, por meio de recursos de comparação de modelo e gerenciamento de problemas. 3 - Coordenação Um dos novos recursos do Archicad que permitem uma melhor coordenação é a troca de informações oferecidas pelo BIMCloud com hub para modelo multidisciplinar, que traz uma colaboração segura e em tempo real entre todos os membros envolvidos nos projetos, e está disponível em configurações de nuvem. Além disso, outro recurso que permite uma melhor coordenação é a uma troca de geometria com o Autodesk Revit. Os elementos e parâmetros podem ser importados e exportados para melhor referência de modelos. 4 - Produtividade O Archicad 24 também traz novos recursos para otimizar a produtividade, como uma atualização da biblioteca de conteúdo que agora tem objetos novos e melhorados para mobiliário residencial. Também é permitido importar e usar famílias do Revit com objetos GDL, e um aprimoramento da função de edição de polilinhas refinadas. 5 - Atualização do BIMx O BIMX é um aplicativo de coordenação e apresentação de projetos para os stakeholders. Com a atualização no Archicad 24, estendeu esses recursos também aos interessados ​​relacionados à entrega e operações do edifício. O Hiper Modelo BIM traz cortes no modelo em tempo real, medições in-loco e anotações de projetos no contexto do modelo . Conclusão Esse robusto conjunto de ferramentas integradas e interface amigável do Archicad 24 estão fazendo com que a popularidade do software venha crescendo no setor. Com esse suporte tecnológico, tanto os arquitetos como os engenheiros podem projetar com mais segurança de melhor desempenho e resultados para suas obras.

Archicad 24: conheça novos recursos para fluxos e MEP

Profissionais do setor AECO que trabalham com o Archicad ganharam novos recursos para atuar com a modelagem MEP (Projetos de Mecânica, Elétrica, ar-condicionado e infraestrutura predial) com a versão Archicad 24. Logo de início, uma das grandes vantagens  da atualização do software para quem adota a modelagem MEP é que agora esses recursos são parte integral do pacote do programa. As novas possibilidades contempladas pelo software da Graphisoft estão totalmente visíveis no Guia de Recursos, que pode ser acessado por meio do menu de ajuda (Help Center). Veja neste post, como o software tornou a interface para modelagem de projetos MEP muito mais fácil e intuitiva e também proporcionou melhorias no quesito colaboração e coordenação. O que o Archicad 24 traz de novidades para a modelagem MEP? Antes de falar sobre os novos recursos, é interessante fazer um rápido apanhado sobre o Archicad. Esse é um dos produtos da empresa

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Um projeto BIM será composto de elementos totalmente voltados à digitalização do setor AECO, o que tem se revelado uma grande transformação com possibilidades de ganhos sem precedentes na indústria construtiva do país. Os projetos em BIM são desenvolvidos a partir de uma nova plataforma aplicada à construção civil, que possibilita uso de uma tecnologia com funcionalidades que permitem a modelagem de dados do projeto, além de uma mudança total de mentalidade e uso de processos inovadores e que permitem um fluxo de trabalho inteligente e colaborativo. Veja neste post os erros que podem ser evitados ao projetar com o BIM. O que é projeto BIM? Para ter essa resposta, antes é preciso entender o que é BIM. Essa metodologia de trabalho colaborativa apresenta um processo inteligente baseado em um modelo único 3D, carregado com informações, que vai criar e permitir o gerenciamento de todas as informações sobre o projeto. O BIM aplicado ao projeto de edificações, instalações ou obras de infraestrutura, vai atender desde a concepção e conceituação da ideia nos estudos preliminares, projeto executivo, planejamento, orçamentação, elaboração de cronograma, gerenciamento e coordenação de projetos BIM, execução e manutenção. Com um projeto BIM é possível o armazenamento de dados em nuvem, troca de informações, alterações atualizadas em tempo real e fácil acesso para todos os envolvidos na cadeia. O modelo final formado pela união de todos os modelos (arquitetônico e projetos complementares BIM) é chamado de modelo federado. Nas soluções BIM, o modelo 3D pode ser visualizado e manuseado na tela do computador, para que o conjunto de informações e dados, como design, listas, tabelas e planilhas seja visto integralmente. Com isso, as tomadas de decisão tendem a ser mais eficientes, porque não estão apenas relacionadas com os detalhes e especificações da construção, mas também sobre os métodos que serão utilizados na execução. BIM: projetos mais eficientes Um projeto BIM vai exigir um grande detalhamento na fase de concepção, portanto, cada elemento é modelado e carregado com o banco de dados pertinentes a ele, inclusive, sobre o relacionamento desse objeto com o entorno do ambiente no qual está inserido. Essa fase pode gerar uma demanda de tempo um pouco maior, mas evita-se, assim, grandes erros que ocorriam nas fases seguintes, por exemplo, na compatibilização de projetos, cálculos em orçamentos e cumprimento de prazos. Cada alteração produzida aparece nos mais diversos ambientes do modelo, provocando uma alteração automática das imagens tridimensionais. BIM e gêmeos digitais é um conceito que se vai ouvir muito por quem trabalha com a metodologia BIM. Seja o projeto arquitetônico, hidrossanitário, elétrico, gás, combate a incêndio, ar condicionado ou um projeto estrutural em BIM, a construção é totalmente simulada no computador antes da edificação física por meio de um gêmeo digital da obra. Tudo é conhecido, design, formação do subsolo, condições climáticas durante a execução da obra, etc. Essa simulação vai permitir diversas análises que apresentarão o desempenho da edificação ou instalação, antes de ser construída. E mesmo quando as pessoas diretamente interessadas, como os clientes, quiserem realizar alguma alteração, é possível realizá-la antes do planejamento e execução. Todos os envolvidos terão todos os relatórios e análises para minimizar o impacto das mudanças e realizar tomadas de decisão eficientes. Além disso, um projeto BIM também permite uso de outras tecnologias que estarão a serviço de uma coleta ainda mais aprofundada de informações nas fases necessárias, como os laser scanners e drones. Saiba quais os erros que o BIM não vai permitir para os seus projetos 1 - Design final equivocado Por mais complexa que seja a edificação, a visualização permitida pelo BIM e as ferramentas que garantem design aprimorado permitem a captura fiel da realidade e total compreensão do projeto desde as fases iniciais para todos os envolvidos nas fases seguintes ao projeto arquitetônico, como incorporadores, engenheiros, orçamentistas, compradores, construtores, e outros. 2 - Falta de comunicação entre as áreas Uma obra reúne um grande número de disciplinas e profissionais envolvidos. Antes do BIM, a falta de comunicação entre eles era um dos principais problemas que ocorriam no setor. Após o projeto arquitetônico, novas decisões poderiam ser tomadas nos projetos complementares, gerando muitos conflitos e uma imensa lista de erros. Porém, com um projeto BIM, qualquer alteração ou revisão é imediatamente considerada nas fases subsequentes, compartilhada e todos terão acesso às novas interações. Além disso, com o projeto BIM, há ferramentas que possibilitam mais comunicação entre as disciplinas. 3 - Erros de cálculos e desperdícios A orçamentação é uma das fases mais críticas da construção. Em processos tradicionais, a imprecisão de dados já foi responsável por grandes perdas e desperdícios. Segundo uma pesquisa do software Orçafascio para orçamentos de projetos em BIM, um terço das empresas de construção lucram menos do que o esperado com base em seus orçamentos que são realizados por métodos tradicionais. Com um projeto BIM, as melhorias tecnológicas provenientes do BIM vão incorporar a disciplina de custos na dimensão 5D, com uma extração de quantitativos exata, que permite um orçamento muito mais confiável e assertivo. Com isso, não há desperdícios de materiais e insumos. Por isso, o BIM se harmoniza muito com o conceito de Lean Construction ou Construção Enxuta. 4 - Estouro de recursos A extração automatizada de todas as quantidades de serviços e componentes no projeto BIM é uma das funcionalidades mais apreciadas, porque permite agilidade no processo e precisão de dados. Esse recurso vai permitir evitar estouros de orçamento que poderiam ocorrer ao longo da execução da obra. Segundo a ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial), ao adotar a metodologia BIM na construção civil é possível promover economias financeiras na ordem de 9,7% de redução de custos totais e de 20% dos custos com insumos. A Agência também aponta que se a metade das empresas do setor adotarem o BIM na próxima década, a economia da construção civil vai crescer na ordem de 7%. 4 - Prazos descumpridos Atrasos em entregas das obras são muito comuns dentro da construção civil, especialmente no Brasil. Porém, com a metodologia BIM é possível realizar um planejamento e controle de obras cuidadosos, que vão evitar a falta de controle das atividades que também resultam nos atrasos. Os recursos da tecnologia fornecem uma simulação do cronograma eficiente, garantindo o controle virtual da execução da obra, estabelecendo uma sequência precisa e previsível, o que torna a gestão de projetos BIM mais assertiva. Com essa simulação, é possível fazer a medição de tempo das atividades e os ajustes necessários, que vão evitar obras paradas e custos extras. 5 - Falta de compatibilização de projetos Na fase de compatibilização de projetos há uma série de checagens e definições entre todos os projetos das diferentes disciplinas de uma obra, para que os muitos elementos construtivos não causem interferências um no outro. Antes do BIM, sempre ocorreram muitos erros nesta fase. Não era incomum que uma porta estivesse projetada no mesmo lugar que o projeto elétrico incluiu conduítes e tomadas ou mesmo que o projeto hidrossanitário tivesse previsto uma tubulação no local. Na compatibilização de projetos BIM, o modelo único vai permitir que as interferências não provoquem conflitos entre as áreas, ou seja, o projeto arquitetônico estará alinhado com o projeto elétrico em BIM, ou de outras disciplinas. 6 - Gerenciamento falho Em projetos construtivos tradicionais, a fragmentação do projeto em inúmeras documentações tornava muito mais difícil o sequenciamento das etapas. Além disso, era muito mais complicado para os profissionais terem uma visão completa do processo. Essa falta de recursos para coleta mais aprofundada de informações, gerava problemas de gerenciamento motivados por plantas imprecisas, falta de previsão para custos, planejamento estratégico falho, baixa comunicação entre os envolvidos, falta de planejamento que resultava em descuidos no cronogramas, desconhecimento do desempenho dos serviços, falta de entendimento do projeto nos canteiros de obra, etc. Porém, o gerenciamento de projetos em BIM pode começar desde as fases iniciais, possibilitando que essas falhas citadas acima sejam eliminadas em cada etapa devido aos recursos tecnológicos oferecidos pela metodologia. #Softwares para projeto BIM Para cada funcionalidade da metodologia existem softwares que vão providenciar recursos para eficiência do projeto BIM, como, por exemplo, como o Revit (design), Navisworks (planejamento), TQS (infraestrutura), OrçaFascio (Orçamentação), e BIM 360 (gerenciamento e coordenação), entre muitos outros. Conclusão Projetos BIM trazem inúmeros benefícios, não só aos profissionais envolvidos, como para os interessados, como os clientes, que podem ser envolvidos desde as fases iniciais e compreender que estão sendo realizados melhores processos de na fases de projetos e construção. Além disso, o BIM em projetos de instalações prediais, industriais e de infraestrutura vai permitir mais controle de que está sendo criada uma correta edificação, compreensão de premissas e requisitos e redução de riscos em todas as etapas.

Projeto BIM: 7 erros que você não vai mais cometer

Um projeto BIM será composto de elementos totalmente voltados à digitalização do setor AECO, o que tem se revelado uma grande transformação com possibilidades de ganhos sem precedentes na indústria construtiva do país. Os projetos em BIM são desenvolvidos a partir de uma nova plataforma aplicada à construção civil, que possibilita uso de uma tecnologia com funcionalidades que permitem a modelagem de dados do projeto, além de uma mudança total de mentalidade e uso de processos inovadores e que permitem um fluxo de trabalho inteligente e colaborativo. Veja neste post os erros que podem ser evitados ao projetar com o BIM. O que é projeto BIM? Para ter essa resposta, antes é preciso entender o que é BIM.  Essa metodologia de trabalho colaborativa apresenta  um processo inteligente baseado em um modelo único 3D, carregado com informações, que vai criar e permitir o gerenciamento de todas as informações sobre o projeto.

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A partir deste ano, a expectativa é que o uso da plataforma BIM aumente 10 vezes no Brasil a partir da entrada em vigor dos prazos do decreto federal 10.306, que determina o uso obrigatório do BIM nos Ministérios da Defesa e Infraestrutura . Além do decreto, uma alteração da lei 8.666 prevê a preferência para uso do BIM nos contratos em todos os órgãos governamentais. Porém, uma frente parlamentar vem trabalhando para tornar a metodologia obrigatória em todas as esferas do governo. O Building Information Modeling tem se caracterizado como a maior revolução da indústria da construção no mundo inteiro, modificando resultados financeiros e expectativas do setor. Embora tenha sido descrito pelo professor norte-americano de arquitetura Chuck Eastman (falecido em novembro de 2020) há mais de 30 anos, foi nos anos 2000 que a plataforma BIM saiu efetivamente do conceito no papel e passou a modernizar as várias etapas do ciclo de vida de diversas edificações e instalações no mundo inteiro O que é plataforma BIM? O que é BIM? O Building Information Modeling ou Modelagem da Informação da Construção ganha cada vez mais destaque no setor construtivo. É uma metodologia que reúne um conjunto de políticas, processos e tecnologias que servirá para projetar, planejar, gerenciar, executar e operar uma instalação ou edificação em todos os seus ciclos. O crescimento da busca por conhecimento e adesão ao uso da metodologia por profissionais do setor tem feito a plataforma BIM no Brasil crescer, porém, a partir do decreto governamental que entrou, de fato, em vigor a partir deste ano para o setor público, espera-se que essa adesão sofra um verdadeiro boom também no setor privado de construção. Por sinal, foi por meio do incentivo governamental que a plataforma BIM teve todo seu potencial efetivamente conhecido no setor construtivo ao redor do mundo. Países como Reino Unido, Estados Unidos, países escandinavos, França, Emirados Árabes e alguns na América Latina, como Argentina, Costa Rica, Peru e Chile já estão comprovando resultados também. Pelos recursos que oferece, os projetos em plataforma BIM são apropriados para empresas de todos os portes, desde aquelas que farão grandes obras de infraestrutura para os governos como para pequenas empresas que vão trabalhar com projetos residenciais individuais. Porém, a adesão à plataforma BIM envolve um certo investimento de tempo e recursos. Em primeiro lugar porque os profissionais e empresas que vão trabalhar com a metodologia precisam promover uma mudança de mentalidade, abraçando um fluxo de trabalho mais colaborativo e inteligente, que permitirá compartilhamento de informações com as diversas áreas envolvidas em um projeto construtivo. Em segundo lugar, a implantação do BIM nas empresas também vai exigir investimento em treinamentos, hardwares e softwares. Porém, é certo que vai valer a pena. O BIM vem sendo o protagonista do que se conhece como Construção 4.0, que utiliza recursos da Inteligência Artificial, Big Data e IoT (Internet das Coisas). Um ponto forte da Construção 4.0 é a automação de quase todo o ciclo de vida do projeto. Com o tempo, empresas e profissionais que não aderirem a essa onda tecnológica de digitalização no setor vão perder espaço de mercado, porque um relatório da empresa de análises de tendências Zion Market Research demonstra que o uso do BIM pelo mercado mundial já triplicou entre 2016 e 2020. O que é permitido fazer com a plataforma BIM? Com essa metodologia de trabalho colaborativa, a partir de um modelo único, tridimensional e inteligente (carregado com banco de dados) e utilizando uma plataforma digital, será possível realizar a modelagem, armazenamento de informações, análises de desempenho, gerenciamento de dados e informações do projeto arquitetônico, bem como dos complementares. Além disso, com desenvolvimento do modelo virtual (gêmeo digital), a plataforma BIM, é possível simular a construção e ensaiar resultados efetivos, antes mesmo da execução física. Outra grande possibilidade que a plataforma BIM oferece ao setor construtivo é reduzir erros e retrabalhos, além dos desperdícios que sempre foram um verdadeiro gargalo para o setor construtivo. Possibilitando a modelagem de todos os elementos de uma construção (vigas, portas, janelas, telhados, infraestrutura, sistemas de água, luz, esgoto, rede elétrica, paisagismo, etc), associados aos bancos de dados, as informações extraídas do modelo são muito mais confiáveis nas mais variadas etapas e servem para calcular quantitativos e realizar orçamentos assertivos, bem como estimar prazos de entrega e desempenho de obra após a conclusão da edificação. Essas funcionalidades vão melhorar efetivamente os resultados do setor. Na Pesquisa Nacional BIM, realizada em 2019, do Reino Unido, líder global na adoção da metodologia, revelou que 48% das empresas do setor construtivo que passaram a adotar a plataforma BIM constataram melhorias no fluxo de trabalho e aumento da lucratividade. Mais benefícios do uso da plataforma BIM Melhor design e visualização Comunicação aprimorada Fluxo inteligente de trabalho Melhor coordenação e gerenciamento da obra Detecção de conflitos facilitada Mais segurança nos canteiros de obra Mais produtividade em todas as etapas Otimização da sustentabilidade ambiental e financeira dos projetos. BIM: plataforma para modelar cidades? Os recursos da plataforma são tão vastos que inspirou também o BIM na modelagem da cidade. Para isso, foi necessário que os recursos do BIM incorporassem o sistema do GIS/SIG (Geographic Information Systems/Sistema de Informação Geográfica). Desta união, nasceu o City Information Modeling, que permite muitos mais que projetar obras de infraestrutura, edificações e instalações. Com essa plataforma para o urbanismo, é possível pensar em toda uma cidade com elementos modelados a partir do zero e com as mesmas funcionalidades do BIM. Essas informações que estarão na modelagem servirão à melhoria da qualidade de vida da população. Algumas cidades ao redor do mundo, por sinal, já são modeladas como Montreal e Toronto (Canadá). Para Alexander Justi, que é autoridade no tema, professor, autor de livros e palestrante sobre plataforma BIM, Revit e outros softwares que dão suporte à metodologia, o CIM é um BIM em larga escala. Enquanto o BIM terá famílias de objetos paramétricos para escala das edificações, o CIM terá bibliotecas de padrões urbanos, como avenidas, ruas, calçadas, lotes, blocos, bairros; topografia, tráfego de veículos e pessoas, densidade demográfica, etc. Segundo o arquiteto, o uso do CIM está intimamente ligado às Cidades Inteligentes, nas quais as tecnologias de informação e comunicação são utilizadas para compartilhar informações com o público e gerar mais eficiência operacional. Uma cidade inteligente que faz modelagem em 3D com banco de dados associado, permite um melhor planejamento urbano. Com isso, pode gerar melhor controle da mobilidade urbana, ofertas de soluções nas áreas de Educação e Saúde, eficiência na limpeza pública e processos de reciclagem, melhor gerenciamento da iluminação pública, controle de emissões de gases que podem fazer mal à população, etc Curso de plataforma BIM Não basta apenas buscar entender o que significa plataforma BIM, é preciso arregaçar as mangas e investir em qualificação, porque essa metodologia não é tão intuitiva assim, tem inúmeras informações e possibilidades. Com uma pós-graduação em plataforma BIM, o profissional estará apto a ser o responsável, implementar e gerir uma mudança e modernização de mentalidade em uma empresa do setor de arquitetura, engenharia e construção. Lembre-se que uma especialização em plataforma BIM pode ser o ponto de virada de uma carreira.

Plataforma BIM: entenda o alcance para todas as cidades

A partir deste ano, a expectativa é que o uso da plataforma BIM aumente 10 vezes no Brasil a partir da entrada em vigor dos prazos do decreto federal 10.306, que determina o uso obrigatório do BIM nos Ministérios da Defesa e Infraestrutura . Além do decreto, uma alteração da lei 8.666 prevê a preferência para uso do BIM nos contratos em todos os órgãos governamentais. Porém, uma frente parlamentar vem trabalhando para tornar a metodologia obrigatória em todas as esferas do governo. O Building Information Modeling tem se caracterizado como a maior revolução da indústria da construção no mundo inteiro, modificando resultados financeiros e expectativas do setor. Embora tenha sido descrito pelo professor norte-americano de arquitetura Chuck Eastman (falecido em novembro de 2020) há mais de 30 anos, foi nos anos 2000 que a plataforma BIM saiu efetivamente do conceito no papel e passou a modernizar as várias etapas

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Existem diversos softwares que dão suporte ao BIM, Revit é um deles. Essa ferramenta da Autodesk para a arquitetura, engenharia e design é uma das mais utilizadas no mundo para modelagem 3D dentro do setor construtivo. Desenvolvido para auxiliar os arquitetos e engenheiros na fase de projeto, o programa traz uma grande riqueza de recursos que permitem a criação de projetos mais elaborados, que proporcionam melhor visualização, simulações e também assertividade em quantitativos, cronogramas e desempenho de uma obra. Toda essa evolução proporcionada pelo Revit tem a ver com a inovação tecnológica que chegou ao setor por meio do BIM, que está provocando diversas rupturas e alçando a indústria construtiva a novos resultados de produtividade, redução de erros, sustentabilidade e rentabilidade. Neste post, vamos entender melhor essa relação de Revit e BIM. O que é BIM? O Building Information Modeling é uma metodologia de trabalho colaborativa amparada nos pilares tecnologia (softwares e hardwares - RV, AR, drones, scanners a laser para levantamento por nuvem de pontos), pessoas e processos. Significa que todos os profissionais envolvidos em uma obra trabalharão em um único modelo inteligente tridimensional, carregado com um banco de dados, que servirá em todas as fases do ciclo de vida do projeto. Trabalhar com um modelo tridimensional carregado de informações multidisciplinares e que servirá de ponto de referência a todos os envolvidos na cadeia, exige novos métodos e novas posturas dentro do setor construtivo. Por exemplo, com o BIM, é possível trabalhar com as diversas equipes de forma virtual e colaborativa, porque o sistema de armazenamento da metodologia acontece em nuvem. De qualquer lugar onde o profissional estiver, ele consegue acessar o modelo por meio de dispositivos móveis, conferir dados e fazer alterações, se necessário. Com maximização de parâmetros, as ferramentas do BIM também garantem um design imensamente mais aprimorado e simulações do gêmeo digital para proporcionar possíveis resultados ainda na fase virtual, porque o software utilizado para dar suporte permite a criação de inúmeras possibilidades, que seriam praticamente inviáveis para realizar apenas com os desenhos manuais em linhas. Com o BIM, é possível envolver todas as fases da obra além de projetar, como conceber, conceituar, verificar viabilidade, planejar, orçar com precisão, executar, gerenciar e operar as edificações residenciais, comerciais, industriais e as obras de infraestrutura. Os objetos virtuais dos modelos 3D BIM, tanto das instalações como das de edificações, vão corresponder aos componentes previstos e necessários para a futura construção física real. Recursos abrangentes Esses recursos da metodologia são tão abrangentes que BIM na modelagem da cidade também já é possível, porque todos os elementos que são modelados em uma instalação ou edificação podem ser utilizados em uma escala muito maior. Para que isso seja possível, o BIM passou a integrar os recursos do GIS (Geographic Information System), que apoia as informações com dados geográficos. Dessa união, o resultado foi o City Information Modeling, que trabalha da mesma forma que o BIM só que na escala das cidades. Essas cidades modeladas e que usam a tecnologia como forma de melhorar seus serviços públicos, inclusive com dados atualizados pela própria população por meio da internet, são conhecidas como Cidades Inteligentes. A partir da plataforma CIM, uma cidade pode ser inteiramente modelada para proporcionar mais qualidade de vida à população, com informações sobre todos os segmentos, gerando soluções para diversos setores, como abastecimento de água e energia, acionamento de sistemas de emergência para avisar sobre tragédias naturais, como enchentes; controle da limpeza urbana, controle de tráfego, que pode ser ótimo para estimar até o futuro da mobilidade nas cidades inteligentes, entre outras possibilidades. O que é BIM/Revit? AutoDesk Revit é um dos softwares que servem para dar suporte à metodologia BIM, é uma solução de design e documentação, que ampara todas as fases e disciplinas de um projeto de construção. Com seus recursos, permite um melhor uso do tempo para a criação de projetos, porque possibilita medição precisa de distância e ângulos, espessuras, volumes, materiais, custos, etc. Por ser uma plataforma de construção virtual, baseada em uma construção física real, o Revit BIM software também garante uma melhor gestão do fluxo de informações referentes ao projeto. Além do projeto arquitetônico, o Revit também permite a elaboração dos projetos complementares. Quais os recursos do BIM/Revit? Com o sistema BIM Revit, os profissionais da cadeia poderão ter: Modelagem arquitetônica para projetos de qualquer complexidade; Sistema gráfico de componentes paramétricos e globais; Melhor visualização de projeto em 3D; Ampla biblioteca para extensão de funcionalidades; Interoperabilidade e IFC; Ferramenta de pontos na nuvem; Análises de desempenho; Projeto integrado entre as disciplinas envolvidas e com acompanhamento e alterações em tempo real; Padronização de documentação; Melhor gerenciamento na fase de execução de obras; Renderização em nuvem; Para projetos estruturais: detalhamento da armadura em 3D, aço estrutural de modelagem, ferramentas para construir estruturas com o mínimo de energia, etc Projetos AVAC, hidráulico e elétrico (Revit BIM electrical): projeto e documentação de sistemas, detalhamento de fabricação dos sistemas, conversão do serviço de fabricação, etc Construção: modelagem de construções, coordenação, interoperabilidade do Navisworks, importação e exportação de folhas 2D, detalhes de construtibilidade, etc. Nestes tempos nos quais a necessidade de ficar em casa levou diversos profissionais ao home office, impedindo o acesso à torre principal das empresas, o software também visualizar os projetos a partir dos dispositivos móveis Recursos do BIM/Revit são aprimorados em cada atualização De tempos em tempos, a Autodesk faz algumas atualizações em seus softwares para possibilitar mais facilidades aos profissionais e melhores resultados aos seus projetos. Em abril de 2020, a versão 2021 do Revit já estava disponível. O profissional envolvido em um projeto BIM Revit vai ganhar recursos extras na versão 2021 para sua elaboração. Conheça algumas novas funcionalidades: Criação de paredes inclinadas Com a versão 2021 do BIM Revit é possível criar paredes inclinadas com o projeto arquitetônico sem necessitar buscar modelo no local ou usar comandos de massa. Para isso, basta alterar a propriedade Cross-Section, para a Angle From Vertical, com um ângulo negativo ou positivo. Melhoria das visualizações realistas em tempo real Esse recurso ganhou ferramentas de navegação para controle de textura e percorrer o modelo com iluminação em tempo real. Agora não são mais necessários plugins de terceiros para possibilitar essa ação. Melhorias para modelagem estrutural Com essa última versão, é permitido gerar código de forma para dar capacidade de os empreiteiros mostrarem grande nível de detalhe para o vergalhão. Em versões anteriores, para modificar o gancho do vergalhão, era necessário entrar no modo edição e modificar o trabalho de linha. Agora é permitido substituir cada instância de vergalhão para rotação e comprimentos de gancho. Automação de fluxos de pré-fabricados À direita da aba Aço, a versão 2021 tem um guia dedicado à faixa de opções pré-fabricadas que vai ajudar a dar suporte às fases dos fluxos de trabalho dos elementos pré-fabricados. São diferentes seções, como fabricação, conexão, reforço, segmentação, configuração, além de ativador de atualizações de pré-fabricados. Espaço para trabalhos personalizados A interface do Revit pode ser alterada de acordo com a disciplina e função. Com base nas preferências do usuário, é possível criar um perfil. Distribuição de linhas de programações Essa atualização permite a simplificação visual da aparência de uma tabela. Para isso, pode definir as linhas de faixa dentro das propriedades da tabela, modificando cor de destaque e selecionando o que é necessário apresentar. Visualização da agendamentos Para gerenciar as planilhas do agendamento, é possível expandi-las e visualizar os agendamentos , juntos com as vistas do projeto que estão em cada planilha. Vincular PDF e imagens Com a nova versão 2021, é oferecida a funcionalidade de vincular imagens e PDF para descarregar quando e como for necessário ao projeto, para permitir utilizar a referência sem aumentar o tamanho do arquivo. BIM Revit families A geometria de corte agora tem a capacidade de mapear para um novo tipo ou parâmetro de instância para ver o comportamento de corte diferente nos vazios das famílias do Revit, que podem ser controlados no ambiente do projeto. Revit BIM 360 design: navegação aprimorada Modelos que estão hospedados em nuvem podem ser navegados a partir da tela inicial do Revit 2021 com melhor experiência de navegação para pastas de projeto, subpastas e visualização. A atualização vai permitir também acessar diretamente o BIM 360 na pasta com apenas um clique. Conclusão São diversos os recursos do software que podem otimizar o trabalho dos profissionais da cadeia, porém, para desempenhar bem e aproveitar de forma plena todas as funcionalidades, é interessante fazer um curso Revit BIM, como o Master em Revit, do Grupo AJ, ministrado por Alex Justi, que além de autoridade no tema BIM, palestrante e também autor de livro sobre Revit. Além disso, sabe-se que muitas universidades já têm o BIM e o Revit como disciplinas de seu currículo, porém, nem todas. Por isso, fazer o curso de BIM Revit vai ajudar muito no desenvolvimento do trabalho do profissional, inclusive, para aqueles que querem reciclar seus conhecimentos e ficar em dia com as exigências mercadológicas.

BIM/Revit: os melhores recursos para seu projeto

Existem diversos  softwares que dão suporte ao BIM, Revit é um deles. Essa ferramenta da Autodesk para a arquitetura, engenharia e design é uma das mais utilizadas no mundo para modelagem 3D dentro do setor construtivo. Desenvolvido para auxiliar os arquitetos e engenheiros na fase de projeto, o programa traz uma grande riqueza de recursos que permitem a criação de projetos mais elaborados, que proporcionam melhor visualização, simulações e também assertividade em quantitativos, cronogramas e desempenho de uma obra. Toda essa evolução proporcionada pelo Revit tem a ver com a inovação tecnológica que chegou ao setor por meio do BIM, que está provocando diversas rupturas e alçando a indústria construtiva a novos resultados de produtividade, redução de erros, sustentabilidade e rentabilidade. Neste post, vamos entender melhor essa relação de Revit e BIM.  O que é BIM? O Building Information Modeling é uma metodologia de trabalho colaborativa amparada nos pilares tecnologia

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Metodologia BIM? O que é? Difícil é encontrar alguém no setor AECO que não tenha ouvido falar, porém, nem todos compreendem a dimensão do que essa metodologia pode fazer pela indústria construtiva. Leia mais neste post. O que é metodologia BIM? Até mesmo entre os profissionais do mercado, muita gente ainda confunde o Building Information Modeling com um software. Não se trata de um software. BIM é uma metodologia. Por metodologia podemos entender um corpo de regras e diligências estabelecidas para realizar algo, estudar caminhos para se chegar a um fim. Para o BIM, o objetivo de chegada é garantir mais eficiência ao setor construtivo com base em 3 pilares: pessoas, processos e tecnologia (aqui nesta perna do tripé entram os softwares). Entender o que é BIM de forma plena, compreendendo os 3 pilares, é fundamental para a implantação da metodologia nas empresas. O primeiro ponto importante que a metodologia BIM trouxe para as empresas é a digitalização completa dos processos de design de edifícios. Esse é um avanço importante já que a indústria da construção sempre foi a mais atrasada entre todas dos demais setores da economia. A metodologia BIM utiliza um modelo único 3D, carregado de informações, que permite projetar, construir, gerenciar e operar, possibilitando um fluxo de trabalho inteligente e colaborativo entre todas as disciplinas do setor AECO. A metodologia BIM em projetos traz ferramentas que possibilitam otimização de tempo dos processos, redução de custos e eficiência das construções, sejam elas edifícios industriais, empresariais ou residenciais e obras de infraestrutura. Pela sua ampla gama de recursos, percebe-se que não pode ser definido apenas como um conjunto de softwares, mas com todos esses componentes trabalhando juntos: são pessoas que agregam informações, que serão analisadas pelo software e que vão servir a processos integrados e compartilhados. Um dos exemplos de softwares desenvolvidos para dar suporte à metodologia BIM é o Revit, que é amplamente utilizado pelos arquitetos e engenheiros do mundo inteiro, inclusive aqui no Brasil. Políticas para uso do BIM O que se percebe em todos os países onde foi adotado é que BIM e gestão pública estão intimamente ligados quando a proposição é dar estímulo ao uso da metodologia. Na maioria dos países onde a metodologia foi implementada, a adoção foi amparada por decretos governamentais que estimularam o uso da plataforma como forma de modernizar o segmento construtivo. Benefícios do uso do BIM A primeira grande vantagem do BIM é permitir a reunião de todas as informações em um único modelo, permitindo o acesso a todos os envolvidos e facilitando a integração entre todas as disciplinas da edificação, mas há outros inúmeros benefícios: O BIM permite design mais aprimorado porque tem recursos avançados para a modelagem 3D. Desenhos podem ser vistos em todos os ângulos; Informações complexas podem ser incorporadas ao modelo para gerar novos desenhos; A metodologia permite simulações a partir das representações digitais que desenham cenários diversos e favorecem tomadas de decisão ainda no ambiente virtual. Isso é possível até mesmo para projetos mais complexos; Permite identificação de erros ainda no ambiente virtual e evita retrabalhos no ambiente físico; Suporta interoperabilidade entre diferentes domínios; Detecção de conflitos antes da realização da obra, com alterações processadas em tempo real e comunicada a todos os envolvidos; Melhora a comunicação, a colaboração e a transparência já que todos têm acesso e compartilham informações durante todo o ciclo de vida do projeto; Orçamentação precisa, com extração confiável de quantitativos e redução de desperdícios; Cronogramas exatos para todos os itens necessários ao projetos; Eficiência no desempenho das obras também reduz custos com futuras manutenções; Com obras entregues no prazo (ou antes) e orçamentos precisos que geram economias, a metodologia concede mais possibilidade de rentabilidade para clientes. BIM: metodologia é utilizada em diversos países Um breve raio-x dos países que já utilizam a metodologia BIM e apresentaram resultados eficientes para suas indústrias construtivas vão mostrar que na Europa, a Diretiva Europeia 2014/24 determinou que todas as administrações públicas utilizem processos digitais em sua indústria construtiva a fim de aumentar a eficiência, produtividade, valor da infraestrutura, qualidade das edificações e sustentabilidade. Atualmente, o Reino Unido, que utiliza a metodologia BIM desde 2016, é o líder mundial em seus processos construtivos. Todos os objetivos citados acima foram alcançados com os novos processos digitalizados. Seguem o mesmo exemplo os países nórdicos, em especial a Dinamarca, e outros como Alemanha, França, etc. Continente asiático e Oceania Outros locais onde a metodologia BIM na engenharia e arquitetura tem sido vastamente utilizada é no continente asiático. Em diversos fóruns, Singapura já anunciou que pretende ser o líder mundial da metodologia BIM e implantar a indústria construtiva mais rápida do mundo. Desde 2013, o governo exige envios eletrônicos para BIM para grandes projetos de construção, com mais de 20 mil metros quadrados. Em 2015, as exigências do BIM foram ampliadas para projetos acima de 5 mil metros quadrados. Enquanto isso, a Coreia do Sul também vem promovendo um processo de implantação do BIM que está colocando o país nos mesmos patamares da Europa e EUA. Desde 2016, já exige que o BIM seja utilizado em projetos com investimento superior a US$ 50 milhões. Já na Oceania, a Austrália está liderando o uso no continente. O uso do BIM já é exigido desde 2016. Américas A América do Norte, incluindo EUA e Canadá, é onde a metodologia BIM encontra uma de suas maiores participações de mercado, já que são países onde há um número muito grande de especialistas na metodologia, tanto arquitetos, engenheiros como empreiteiros, que já aderiram à inovação. Na América Latina, alguns países também já vêm se organizando e estimulando o uso da metodologia, como Costa Rica, Chile (um dos mais ativos), Colômbia, Argentina, México, Uruguai e Peru. Já no Brasil, o uso do BIM vem crescendo, mas promete se desenvolver muito mais a partir de 2021, quando a metodologia será exigência para novas obras e reformas nos Ministérios da Infraestrutura e Defesa. Essa determinação ficou estipulada no decreto 10.306, de instância federal, publicado em abril de 2020, mas que já foi uma sequência de um outro decreto assinado em 2018. BIM na modelagem da cidade As potencialidades da metodologia são tão eficientes que permitiram que seus usos ultrapassassem as fronteiras dos elementos das edificações. Atualmente, tem começado a ser conhecido as possibilidades da utilização do BIM na modelagem da cidade. Neste caso, o BIM é utilizado para a escala das cidades, com modelagem de elementos como estradas e ruas, redes elétricas, de água e esgoto, semáforos, etc , que pode permitir um urbanismo mais inteligente. Para ampliar essa zona de atuação do BIM, é preciso somar aos seus elementos dados de georreferenciamento, com dados topográficos e outras informações que fazem parte da estrutura de uma cidade. O sistema que proporciona o conhecimento desses dados é o GIS (Geographic Information System) ou SIG (Sistema de Informação Geográfico). Para permitir esses usos, a modelagem da cidade deve ser realizada em 3D, com banco de dados associados, como acontece com o BIM nos elementos de uma edificação. Com BIM + GIS nasce a plataforma CIM (City Information Modeling), que está amplamente ligada ao conceito de Cidades Inteligentes (Smart Cities). Melhor planejamento urbano O CIM, que também está dotado de simulações, como o BIM, permite a elaboração de um planejamento urbano a curto, médio e longo prazo, por 5, 10, 20 anos ou mais. Com a modelagem de seus elementos, diversas ações preventivas podem ser analisadas para uma cidade. Além disso, dentro do urbanismo, o bem-estar de uma cidade não pode ser planejada apenas com a limitação dos dados geográficos ou das edificações, a ação das pessoas sobre os ambientes também precisa ser considerada. O CIM vai permitir que as pessoas também sejam agentes ativos no planejamento de uma cidade a partir de recursos como a IoT, que possibilita a informação em tempo real sobre as condições das regiões da cidade por meio dos dispositivos conectados à internet. A partir de grandes dados coletados sobre a cidade por meio de Big Data, o CIM também vai permitir análises do presente e tendências do futuro acerca dos ambientes de uma cidade. Isso significa que a plataforma oferece muitos recursos para utilização correta dos governantes em relação às necessidades de sua população, como melhor mobilidade urbana, com oferta de transporte público de qualidade, trânsito organizado, qualidade do ar, sistemas de coleta de lixo, esgoto, luz e água eficientes, etc. Cidades pioneiras Apesar do termo ser assustadoramente novo, há cidades pioneiras que já utilizaram a modelagem 3D da cidade, como Helsinki (Finlândia) e Montreal (Canadá). Porém, a cidade finlandesa bate todas as outras no quesito pioneirismo. Em Helsinki, o primeiro modelo virtual foi desenvolvido quando BIM praticamente dava seus primeiros passos em 1987. Atualmente, a cidade conta com milhares de edifícios modelados e também utiliza a modelagem para facilitar o próprio planejamento urbano, controlando dados como simulações de tráfego e ações da defesa civil, bem como o gerenciamento do mapeamento urbano e licenças de construção. Também no Canadá, Quebec criou a base de seu modelo tridimensional em 1994, mas em 2009 deu um upgrade nesse processo com o uso do GIS, para dar à cidade uma ferramenta de comunicação que permite uma harmonia entre novas construções e edifícios de patrimônio histórico. Outras cidades norte-americanas também já são modeladas, como Chicago, Los Angeles, Miami, Las Vegas e São Francisco. Conclusão Percebe-se que a metodologia funciona realmente como uma lufada de ar fresco e renovado dentro da construção civil, demonstrando que a digitalização do setor pode alçá-lo a níveis antes inimagináveis, especialmente dentro do nosso país. Com o uso estimulado do BIM em 2021, espera-se que a indústria construtiva comece a ter os melhores resultados de sua história. Para profissionais que ainda não se renderam à ideia de que este é o futuro do setor (ou melhor dizendo, já é o presente), mas não querem ficar para trás no mercado, uma ideia é investir em qualificação. Portanto, um curso de metodologia BIM será mais do que útil neste momento, será imprescindível.

Metodologia BIM: ar renovado para a indústria construtiva

Metodologia BIM? O que é? Difícil é encontrar alguém no setor AECO que não tenha ouvido falar, porém, nem todos compreendem a dimensão do que essa metodologia pode fazer pela indústria construtiva. Leia mais neste post. O que é metodologia BIM? Até mesmo entre os profissionais do mercado, muita gente ainda confunde o Building Information Modeling com um software. Não se trata de um software. BIM é uma metodologia. Por metodologia podemos entender um corpo de regras e diligências estabelecidas para realizar algo, estudar caminhos para se chegar a um fim. Para o BIM, o objetivo de chegada é garantir mais eficiência ao setor construtivo com base em 3 pilares: pessoas, processos e tecnologia (aqui nesta perna do tripé entram os softwares). Entender o que é BIM de forma plena, compreendendo os 3 pilares, é fundamental para a implantação da metodologia nas empresas. O primeiro ponto importante que a metodologia

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Inspirado no jogo Sim City, o CIM (City Information Modeling) nasceu da junção do BIM e o GIS (Geographic Information System)/SIG (Sistema de Informação Geográfica). Traz amplas possibilidades de aperfeiçoamento do urbanismo, porque é a tecnologia em larga escala para ajudar a promover um melhor planejamento urbano e também uma gestão urbana aprimorada, com mais eficiência da atuação dos agentes públicos na manutenção, operação e monitoramento de uma cidade. É um conceito novo, ainda mais novo do que o BIM (Building Information Modeling), que funciona para a escala das edificações e ainda dá seus primeiros passos na indústria construtiva no Brasil. Porém, já tem sido utilizado em Cidades Inteligentes ao redor do mundo. Entenda o que é o CIM? Para entender o CIM (City Information Modeling), antes de mais nada é preciso compreender o que é BIM. Focado nos pilares pessoas, processos e tecnologia, o Building Information Modeling é uma metodologia colaborativa direcionada para o setor AECO, que assegura um processo de trabalho inteligente amparado em um modelo único tridimensional. Com o processo BIM, todas as disciplinas envolvidas na indústria da construção terão ferramentas tecnológicas para planejar, projetar, construir, gerenciar e operar obras de infraestrutura e edificações comerciais, industriais ou residenciais. Isso significa que, além de um melhor projeto arquitetônico, a plataforma permite também a elaboração de projetos complementares e estruturais compatíveis com o design. Todas as disciplinas envolvidas em uma edificação vão trabalhar nesse único modelo, que será armazenado em nuvem e permite compartilhamento com todos os envolvidos. Todas as interferências e sugestões podem ser realizadas no mesmo local. Com essa metodologia, a detecção de conflitos ocorre ainda na fase de projeto, antes da construção física. Com o BIM, é possível realizar um design mais aprimorado, detalhamento rico do projeto, alta precisão de informações para o planejamento, orçamentação de custos e análises de desempenho da edificação. A metodologia também vai permitir a realização de diversas simulações, contemplando variados cenários a partir da representação virtual fiel da obra física (gêmeos digitais). Atuação do BIM + o GIS Uma edificação não é isolada do seu universo geográfico, portanto, também é preciso atuar com referências topográficas. Desde os projetos realizados em 2D, os arquitetos e engenheiros passaram a utilizar o GIS/SIG, que pode ser entendido como um banco de dados espaciais, constituído de um mapa base de vários elementos naturais, como encostas, rios, lagos, vegetação, e outros elementos artificiais (ruas, prédios públicos, etc) que vão compor a topografia de uma região ou cidade. Muitas cidades contêm esses mapas com os elementos ainda coletados em 2D. Porém, com a evolução digital, o sistema também passou a ter funcionalidade tridimensional, conhecida como 3D GIS, onde podem ser extraídos cartografias temáticas, tabelas e relatórios, que permitem o gerenciamento do território urbano, estudos de transformação urbana, planos de proteção civil, estudos demográficos e estatísticas, etc. Com a entrada do GIS no universo tridimensional permitiu-se uma total integração com as ferramentas do BIM. A possibilidade de uso de todos esses recursos do BIM para as edificações e o GIS para dados georreferenciados permitiu uma união de forças que resultou no nascimento do CIM, que possibilita um melhor planejamento urbano, gestão e controle de sistemas de infraestrutura e redes, além do monitoramento desses dados em tempo real. Pode-se dizer que é o BIM na modelagem da cidade. CIM (City Information Modeling) nasce com inspiração em jogo O CIM nasceu com uma clara inspiração no jogo Sim City, no qual as pessoas projetavam uma cidade do zero, construindo elemento por elemento. É exatamente o que o CIM permite, com todos os recursos do BIM para os elementos das edificações, vai realizar o mesmo na escala das cidades. O CIM vai utilizar de diversos suportes tecnológicos para permitir uma modelagem das cidades com integração a TICS (Tecnologias de Informação e Comunicação), que são possíveis por meio do advento do IoT, análises Big Data, etc. A plataforma vai permitir reunir todos os elementos que compõem uma cidade em composição com dados georreferenciados. Funciona da mesma maneira que o BIM: todos esses elementos estarão centralizados no momento único 3D, com associação de dados. Mas para garantir que todos esses elementos sejam compreendidos, é preciso trabalhar com os gêmeos digitais, que nada mais são do que a representação virtual dos elementos reais, que já são amplamente utilizados no BIM. É por meio das representações virtuais que os modelos únicos e tridimensionais poderão passar por simulações que facilitam a criação dos vários cenários também para as cidades. Essas simulações vão permitir soluções antes de fatos reais que possam ocorrer em uma cidade, como enchentes, super congestionamentos e paralisação de serviços, apoio de saúde em casos de pandemia, etc. Assim, o City Information Modeling pode trazer aos governantes uma visão mais avançada do Urbanismo a partir do uso correto desses dados. Planejamento urbano mais eficaz O CIM vai integrar elementos individuais à infraestrutura urbana, onde vão entrar mobilidade urbana, zoneamento urbano, serviços públicos de saúde, redes elétricas, água e saneamento básico, etc. O CIM também consegue detectar todos os impactos que uma nova construção gera na infraestrutura urbana de uma região, no que se refere ao consumo de água e energia, esgoto, demandas de trânsito, estacionamentos, áreas sombreadas, etc. Os dados inseridos na plataforma CIM podem revelar que aquela comunidade precisa de mais infraestrutura em todos os setores que serão impactados ou até mesmo propor uma modificação na nova instalação, que também pode ter sido modelada com o BIM. As informações que estarão na plataforma CIM vão permitir que seja realizada a operação e a manutenção preditiva das cidades, por meio de dados que serão obtidos de várias formas para integrar o gêmeo digital da cidade, como sensores, scanners, Big Data, etc. Esses dados são essenciais para a elaboração de um planejamento urbano eficaz por parte de governantes e uma melhor tomada de decisões, assim como ocorre com o BIM em projetos individuais. Além disso, ter esses dados reunidos na plataforma CIM também vão proporcionar que a cidade funcione com melhor desempenho porque a sua dinâmica estará facilmente disponível em um único ambiente virtual. Cidades Inteligentes Países em desenvolvimento, como o Brasil, ainda não utilizam tecnologias avançadas de forma ampla no urbanismo, em grande parte isso ocorre por falta de apoio da gestão pública. Porém, algumas cidades do Primeiro Mundo já perceberam os benefícios de operar o município a partir do ambiente CIM, que são aquelas conhecidas como Cidades Inteligentes em nível avançado, como , como Copenhague (Dinamarca), Montreal (Canadá), Song Do (Coreia do Sul) e Dubai. Para uma breve explicação: Cidades Inteligentes utilizam as tecnologias de informação e comunicação para compartilhar informações com o público e gerar mais eficiência operacional e qualidade de vida para a população. Nas Cidades Inteligentes, não apenas os governantes municipais ditam a dinâmica da cidade para melhorar suas funções urbanas, mas também a população, entidades de classe, agentes públicos e empresas, que podem somar dados ao sistema por meio da conectividade. Mas o conceito de Smart Cities não se trata apenas do uso de tecnologias avançadas, mas sim de tornar as cidades mais humanas, com atendimento real das necessidades da própria população. Com essa participação efetiva, a gestão pública pode conhecer as intervenções urbanas em todos os setores e melhorar a sua eficiência. Conclusão A arquitetura e urbanismo absorvem muito bem a questão das transformações das cidades, que ocorre por densidade demográfica, avanços tecnológicos e fatores socioeconômicos, mas nem sempre o poder público tem ferramentas para entender essas mudanças, sanar problemas do presente e ainda projetar o futuro. Com o CIM (City Information Modeling), essa visão globalizada sobre a cidade pode ficar muito mais nítida ao poder público.

CIM (City information modeling): é o futuro (e presente) do urbanismo

Inspirado no jogo Sim City, o CIM  (City Information Modeling) nasceu da junção do BIM e o GIS (Geographic Information System)/SIG (Sistema de Informação Geográfica). Traz amplas possibilidades de aperfeiçoamento do urbanismo, porque é a tecnologia em larga escala para ajudar a promover um melhor planejamento urbano e também uma gestão urbana aprimorada, com mais eficiência da atuação dos agentes públicos na manutenção, operação e monitoramento de uma cidade. É um conceito novo, ainda mais novo do que o BIM (Building Information Modeling), que funciona para a escala das edificações e ainda dá seus primeiros passos na indústria construtiva no Brasil. Porém, já tem sido utilizado em Cidades Inteligentes ao redor do mundo. Entenda o que é o CIM? Para entender o CIM (City Information Modeling), antes de mais nada é preciso compreender o que é BIM. Focado nos pilares pessoas, processos e tecnologia, o Building Information Modeling é uma

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