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Metodologia BIM? O que é? Difícil é encontrar alguém no setor AECO que não tenha ouvido falar, porém, nem todos compreendem a dimensão do que essa metodologia pode fazer pela indústria construtiva. Leia mais neste post. O que é metodologia BIM? Até mesmo entre os profissionais do mercado, muita gente ainda confunde o Building Information Modeling com um software. Não se trata de um software. BIM é uma metodologia. Por metodologia podemos entender um corpo de regras e diligências estabelecidas para realizar algo, estudar caminhos para se chegar a um fim. Para o BIM, o objetivo de chegada é garantir mais eficiência ao setor construtivo com base em 3 pilares: pessoas, processos e tecnologia (aqui nesta perna do tripé entram os softwares). Entender o que é BIM de forma plena, compreendendo os 3 pilares, é fundamental para a implantação da metodologia nas empresas. O primeiro ponto importante que a metodologia BIM trouxe para as empresas é a digitalização completa dos processos de design de edifícios. Esse é um avanço importante já que a indústria da construção sempre foi a mais atrasada entre todas dos demais setores da economia. A metodologia BIM utiliza um modelo único 3D, carregado de informações, que permite projetar, construir, gerenciar e operar, possibilitando um fluxo de trabalho inteligente e colaborativo entre todas as disciplinas do setor AECO. A metodologia BIM em projetos traz ferramentas que possibilitam otimização de tempo dos processos, redução de custos e eficiência das construções, sejam elas edifícios industriais, empresariais ou residenciais e obras de infraestrutura. Pela sua ampla gama de recursos, percebe-se que não pode ser definido apenas como um conjunto de softwares, mas com todos esses componentes trabalhando juntos: são pessoas que agregam informações, que serão analisadas pelo software e que vão servir a processos integrados e compartilhados. Um dos exemplos de softwares desenvolvidos para dar suporte à metodologia BIM é o Revit, que é amplamente utilizado pelos arquitetos e engenheiros do mundo inteiro, inclusive aqui no Brasil. Políticas para uso do BIM O que se percebe em todos os países onde foi adotado é que BIM e gestão pública estão intimamente ligados quando a proposição é dar estímulo ao uso da metodologia. Na maioria dos países onde a metodologia foi implementada, a adoção foi amparada por decretos governamentais que estimularam o uso da plataforma como forma de modernizar o segmento construtivo. Benefícios do uso do BIM A primeira grande vantagem do BIM é permitir a reunião de todas as informações em um único modelo, permitindo o acesso a todos os envolvidos e facilitando a integração entre todas as disciplinas da edificação, mas há outros inúmeros benefícios: O BIM permite design mais aprimorado porque tem recursos avançados para a modelagem 3D. Desenhos podem ser vistos em todos os ângulos; Informações complexas podem ser incorporadas ao modelo para gerar novos desenhos; A metodologia permite simulações a partir das representações digitais que desenham cenários diversos e favorecem tomadas de decisão ainda no ambiente virtual. Isso é possível até mesmo para projetos mais complexos; Permite identificação de erros ainda no ambiente virtual e evita retrabalhos no ambiente físico; Suporta interoperabilidade entre diferentes domínios; Detecção de conflitos antes da realização da obra, com alterações processadas em tempo real e comunicada a todos os envolvidos; Melhora a comunicação, a colaboração e a transparência já que todos têm acesso e compartilham informações durante todo o ciclo de vida do projeto; Orçamentação precisa, com extração confiável de quantitativos e redução de desperdícios; Cronogramas exatos para todos os itens necessários ao projetos; Eficiência no desempenho das obras também reduz custos com futuras manutenções; Com obras entregues no prazo (ou antes) e orçamentos precisos que geram economias, a metodologia concede mais possibilidade de rentabilidade para clientes. BIM: metodologia é utilizada em diversos países Um breve raio-x dos países que já utilizam a metodologia BIM e apresentaram resultados eficientes para suas indústrias construtivas vão mostrar que na Europa, a Diretiva Europeia 2014/24 determinou que todas as administrações públicas utilizem processos digitais em sua indústria construtiva a fim de aumentar a eficiência, produtividade, valor da infraestrutura, qualidade das edificações e sustentabilidade. Atualmente, o Reino Unido, que utiliza a metodologia BIM desde 2016, é o líder mundial em seus processos construtivos. Todos os objetivos citados acima foram alcançados com os novos processos digitalizados. Seguem o mesmo exemplo os países nórdicos, em especial a Dinamarca, e outros como Alemanha, França, etc. Continente asiático e Oceania Outros locais onde a metodologia BIM na engenharia e arquitetura tem sido vastamente utilizada é no continente asiático. Em diversos fóruns, Singapura já anunciou que pretende ser o líder mundial da metodologia BIM e implantar a indústria construtiva mais rápida do mundo. Desde 2013, o governo exige envios eletrônicos para BIM para grandes projetos de construção, com mais de 20 mil metros quadrados. Em 2015, as exigências do BIM foram ampliadas para projetos acima de 5 mil metros quadrados. Enquanto isso, a Coreia do Sul também vem promovendo um processo de implantação do BIM que está colocando o país nos mesmos patamares da Europa e EUA. Desde 2016, já exige que o BIM seja utilizado em projetos com investimento superior a US$ 50 milhões. Já na Oceania, a Austrália está liderando o uso no continente. O uso do BIM já é exigido desde 2016. Américas A América do Norte, incluindo EUA e Canadá, é onde a metodologia BIM encontra uma de suas maiores participações de mercado, já que são países onde há um número muito grande de especialistas na metodologia, tanto arquitetos, engenheiros como empreiteiros, que já aderiram à inovação. Na América Latina, alguns países também já vêm se organizando e estimulando o uso da metodologia, como Costa Rica, Chile (um dos mais ativos), Colômbia, Argentina, México, Uruguai e Peru. Já no Brasil, o uso do BIM vem crescendo, mas promete se desenvolver muito mais a partir de 2021, quando a metodologia será exigência para novas obras e reformas nos Ministérios da Infraestrutura e Defesa. Essa determinação ficou estipulada no decreto 10.306, de instância federal, publicado em abril de 2020, mas que já foi uma sequência de um outro decreto assinado em 2018. BIM na modelagem da cidade As potencialidades da metodologia são tão eficientes que permitiram que seus usos ultrapassassem as fronteiras dos elementos das edificações. Atualmente, tem começado a ser conhecido as possibilidades da utilização do BIM na modelagem da cidade. Neste caso, o BIM é utilizado para a escala das cidades, com modelagem de elementos como estradas e ruas, redes elétricas, de água e esgoto, semáforos, etc , que pode permitir um urbanismo mais inteligente. Para ampliar essa zona de atuação do BIM, é preciso somar aos seus elementos dados de georreferenciamento, com dados topográficos e outras informações que fazem parte da estrutura de uma cidade. O sistema que proporciona o conhecimento desses dados é o GIS (Geographic Information System) ou SIG (Sistema de Informação Geográfico). Para permitir esses usos, a modelagem da cidade deve ser realizada em 3D, com banco de dados associados, como acontece com o BIM nos elementos de uma edificação. Com BIM + GIS nasce a plataforma CIM (City Information Modeling), que está amplamente ligada ao conceito de Cidades Inteligentes (Smart Cities). Melhor planejamento urbano O CIM, que também está dotado de simulações, como o BIM, permite a elaboração de um planejamento urbano a curto, médio e longo prazo, por 5, 10, 20 anos ou mais. Com a modelagem de seus elementos, diversas ações preventivas podem ser analisadas para uma cidade. Além disso, dentro do urbanismo, o bem-estar de uma cidade não pode ser planejada apenas com a limitação dos dados geográficos ou das edificações, a ação das pessoas sobre os ambientes também precisa ser considerada. O CIM vai permitir que as pessoas também sejam agentes ativos no planejamento de uma cidade a partir de recursos como a IoT, que possibilita a informação em tempo real sobre as condições das regiões da cidade por meio dos dispositivos conectados à internet. A partir de grandes dados coletados sobre a cidade por meio de Big Data, o CIM também vai permitir análises do presente e tendências do futuro acerca dos ambientes de uma cidade. Isso significa que a plataforma oferece muitos recursos para utilização correta dos governantes em relação às necessidades de sua população, como melhor mobilidade urbana, com oferta de transporte público de qualidade, trânsito organizado, qualidade do ar, sistemas de coleta de lixo, esgoto, luz e água eficientes, etc. Cidades pioneiras Apesar do termo ser assustadoramente novo, há cidades pioneiras que já utilizaram a modelagem 3D da cidade, como Helsinki (Finlândia) e Montreal (Canadá). Porém, a cidade finlandesa bate todas as outras no quesito pioneirismo. Em Helsinki, o primeiro modelo virtual foi desenvolvido quando BIM praticamente dava seus primeiros passos em 1987. Atualmente, a cidade conta com milhares de edifícios modelados e também utiliza a modelagem para facilitar o próprio planejamento urbano, controlando dados como simulações de tráfego e ações da defesa civil, bem como o gerenciamento do mapeamento urbano e licenças de construção. Também no Canadá, Quebec criou a base de seu modelo tridimensional em 1994, mas em 2009 deu um upgrade nesse processo com o uso do GIS, para dar à cidade uma ferramenta de comunicação que permite uma harmonia entre novas construções e edifícios de patrimônio histórico. Outras cidades norte-americanas também já são modeladas, como Chicago, Los Angeles, Miami, Las Vegas e São Francisco. Conclusão Percebe-se que a metodologia funciona realmente como uma lufada de ar fresco e renovado dentro da construção civil, demonstrando que a digitalização do setor pode alçá-lo a níveis antes inimagináveis, especialmente dentro do nosso país. Com o uso estimulado do BIM em 2021, espera-se que a indústria construtiva comece a ter os melhores resultados de sua história. Para profissionais que ainda não se renderam à ideia de que este é o futuro do setor (ou melhor dizendo, já é o presente), mas não querem ficar para trás no mercado, uma ideia é investir em qualificação. Portanto, um curso de metodologia BIM será mais do que útil neste momento, será imprescindível.

Metodologia BIM: ar renovado para a indústria construtiva

Metodologia BIM? O que é? Difícil é encontrar alguém no setor AECO que não tenha ouvido falar, porém, nem todos compreendem a dimensão do que essa metodologia pode fazer pela indústria construtiva. Leia mais neste post. O que é metodologia BIM? Até mesmo entre os profissionais do mercado, muita gente ainda confunde o Building Information Modeling com um software. Não se trata de um software. BIM é uma metodologia. Por metodologia podemos entender um corpo de regras e diligências estabelecidas para realizar algo, estudar caminhos para se chegar a um fim. Para o BIM, o objetivo de chegada é garantir mais eficiência ao setor construtivo com base em 3 pilares: pessoas, processos e tecnologia (aqui nesta perna do tripé entram os softwares). Entender o que é BIM de forma plena, compreendendo os 3 pilares, é fundamental para a implantação da metodologia nas empresas. O primeiro ponto importante que a metodologia

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Inspirado no jogo Sim City, o CIM (City Information Modeling) nasceu da junção do BIM e o GIS (Geographic Information System)/SIG (Sistema de Informação Geográfica). Traz amplas possibilidades de aperfeiçoamento do urbanismo, porque é a tecnologia em larga escala para ajudar a promover um melhor planejamento urbano e também uma gestão urbana aprimorada, com mais eficiência da atuação dos agentes públicos na manutenção, operação e monitoramento de uma cidade. É um conceito novo, ainda mais novo do que o BIM (Building Information Modeling), que funciona para a escala das edificações e ainda dá seus primeiros passos na indústria construtiva no Brasil. Porém, já tem sido utilizado em Cidades Inteligentes ao redor do mundo. Entenda o que é o CIM? Para entender o CIM (City Information Modeling), antes de mais nada é preciso compreender o que é BIM. Focado nos pilares pessoas, processos e tecnologia, o Building Information Modeling é uma metodologia colaborativa direcionada para o setor AECO, que assegura um processo de trabalho inteligente amparado em um modelo único tridimensional. Com o processo BIM, todas as disciplinas envolvidas na indústria da construção terão ferramentas tecnológicas para planejar, projetar, construir, gerenciar e operar obras de infraestrutura e edificações comerciais, industriais ou residenciais. Isso significa que, além de um melhor projeto arquitetônico, a plataforma permite também a elaboração de projetos complementares e estruturais compatíveis com o design. Todas as disciplinas envolvidas em uma edificação vão trabalhar nesse único modelo, que será armazenado em nuvem e permite compartilhamento com todos os envolvidos. Todas as interferências e sugestões podem ser realizadas no mesmo local. Com essa metodologia, a detecção de conflitos ocorre ainda na fase de projeto, antes da construção física. Com o BIM, é possível realizar um design mais aprimorado, detalhamento rico do projeto, alta precisão de informações para o planejamento, orçamentação de custos e análises de desempenho da edificação. A metodologia também vai permitir a realização de diversas simulações, contemplando variados cenários a partir da representação virtual fiel da obra física (gêmeos digitais). Atuação do BIM + o GIS Uma edificação não é isolada do seu universo geográfico, portanto, também é preciso atuar com referências topográficas. Desde os projetos realizados em 2D, os arquitetos e engenheiros passaram a utilizar o GIS/SIG, que pode ser entendido como um banco de dados espaciais, constituído de um mapa base de vários elementos naturais, como encostas, rios, lagos, vegetação, e outros elementos artificiais (ruas, prédios públicos, etc) que vão compor a topografia de uma região ou cidade. Muitas cidades contêm esses mapas com os elementos ainda coletados em 2D. Porém, com a evolução digital, o sistema também passou a ter funcionalidade tridimensional, conhecida como 3D GIS, onde podem ser extraídos cartografias temáticas, tabelas e relatórios, que permitem o gerenciamento do território urbano, estudos de transformação urbana, planos de proteção civil, estudos demográficos e estatísticas, etc. Com a entrada do GIS no universo tridimensional permitiu-se uma total integração com as ferramentas do BIM. A possibilidade de uso de todos esses recursos do BIM para as edificações e o GIS para dados georreferenciados permitiu uma união de forças que resultou no nascimento do CIM, que possibilita um melhor planejamento urbano, gestão e controle de sistemas de infraestrutura e redes, além do monitoramento desses dados em tempo real. Pode-se dizer que é o BIM na modelagem da cidade. CIM (City Information Modeling) nasce com inspiração em jogo O CIM nasceu com uma clara inspiração no jogo Sim City, no qual as pessoas projetavam uma cidade do zero, construindo elemento por elemento. É exatamente o que o CIM permite, com todos os recursos do BIM para os elementos das edificações, vai realizar o mesmo na escala das cidades. O CIM vai utilizar de diversos suportes tecnológicos para permitir uma modelagem das cidades com integração a TICS (Tecnologias de Informação e Comunicação), que são possíveis por meio do advento do IoT, análises Big Data, etc. A plataforma vai permitir reunir todos os elementos que compõem uma cidade em composição com dados georreferenciados. Funciona da mesma maneira que o BIM: todos esses elementos estarão centralizados no momento único 3D, com associação de dados. Mas para garantir que todos esses elementos sejam compreendidos, é preciso trabalhar com os gêmeos digitais, que nada mais são do que a representação virtual dos elementos reais, que já são amplamente utilizados no BIM. É por meio das representações virtuais que os modelos únicos e tridimensionais poderão passar por simulações que facilitam a criação dos vários cenários também para as cidades. Essas simulações vão permitir soluções antes de fatos reais que possam ocorrer em uma cidade, como enchentes, super congestionamentos e paralisação de serviços, apoio de saúde em casos de pandemia, etc. Assim, o City Information Modeling pode trazer aos governantes uma visão mais avançada do Urbanismo a partir do uso correto desses dados. Planejamento urbano mais eficaz O CIM vai integrar elementos individuais à infraestrutura urbana, onde vão entrar mobilidade urbana, zoneamento urbano, serviços públicos de saúde, redes elétricas, água e saneamento básico, etc. O CIM também consegue detectar todos os impactos que uma nova construção gera na infraestrutura urbana de uma região, no que se refere ao consumo de água e energia, esgoto, demandas de trânsito, estacionamentos, áreas sombreadas, etc. Os dados inseridos na plataforma CIM podem revelar que aquela comunidade precisa de mais infraestrutura em todos os setores que serão impactados ou até mesmo propor uma modificação na nova instalação, que também pode ter sido modelada com o BIM. As informações que estarão na plataforma CIM vão permitir que seja realizada a operação e a manutenção preditiva das cidades, por meio de dados que serão obtidos de várias formas para integrar o gêmeo digital da cidade, como sensores, scanners, Big Data, etc. Esses dados são essenciais para a elaboração de um planejamento urbano eficaz por parte de governantes e uma melhor tomada de decisões, assim como ocorre com o BIM em projetos individuais. Além disso, ter esses dados reunidos na plataforma CIM também vão proporcionar que a cidade funcione com melhor desempenho porque a sua dinâmica estará facilmente disponível em um único ambiente virtual. Cidades Inteligentes Países em desenvolvimento, como o Brasil, ainda não utilizam tecnologias avançadas de forma ampla no urbanismo, em grande parte isso ocorre por falta de apoio da gestão pública. Porém, algumas cidades do Primeiro Mundo já perceberam os benefícios de operar o município a partir do ambiente CIM, que são aquelas conhecidas como Cidades Inteligentes em nível avançado, como , como Copenhague (Dinamarca), Montreal (Canadá), Song Do (Coreia do Sul) e Dubai. Para uma breve explicação: Cidades Inteligentes utilizam as tecnologias de informação e comunicação para compartilhar informações com o público e gerar mais eficiência operacional e qualidade de vida para a população. Nas Cidades Inteligentes, não apenas os governantes municipais ditam a dinâmica da cidade para melhorar suas funções urbanas, mas também a população, entidades de classe, agentes públicos e empresas, que podem somar dados ao sistema por meio da conectividade. Mas o conceito de Smart Cities não se trata apenas do uso de tecnologias avançadas, mas sim de tornar as cidades mais humanas, com atendimento real das necessidades da própria população. Com essa participação efetiva, a gestão pública pode conhecer as intervenções urbanas em todos os setores e melhorar a sua eficiência. Conclusão A arquitetura e urbanismo absorvem muito bem a questão das transformações das cidades, que ocorre por densidade demográfica, avanços tecnológicos e fatores socioeconômicos, mas nem sempre o poder público tem ferramentas para entender essas mudanças, sanar problemas do presente e ainda projetar o futuro. Com o CIM (City Information Modeling), essa visão globalizada sobre a cidade pode ficar muito mais nítida ao poder público.

CIM (City information modeling): é o futuro (e presente) do urbanismo

Inspirado no jogo Sim City, o CIM  (City Information Modeling) nasceu da junção do BIM e o GIS (Geographic Information System)/SIG (Sistema de Informação Geográfica). Traz amplas possibilidades de aperfeiçoamento do urbanismo, porque é a tecnologia em larga escala para ajudar a promover um melhor planejamento urbano e também uma gestão urbana aprimorada, com mais eficiência da atuação dos agentes públicos na manutenção, operação e monitoramento de uma cidade. É um conceito novo, ainda mais novo do que o BIM (Building Information Modeling), que funciona para a escala das edificações e ainda dá seus primeiros passos na indústria construtiva no Brasil. Porém, já tem sido utilizado em Cidades Inteligentes ao redor do mundo. Entenda o que é o CIM? Para entender o CIM (City Information Modeling), antes de mais nada é preciso compreender o que é BIM. Focado nos pilares pessoas, processos e tecnologia, o Building Information Modeling é uma

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O BIM e os Gêmeos Digitais são caminhos para tornar as cidades mais inteligentes do ponto de vista do uso da tecnologia

BIM e Gêmeos Digitais no contexto das cidades inteligentes

O BIM e os Gêmeos Digitais são caminhos para tornar as cidades mais inteligentes do ponto de vista do uso da tecnologia, mas também no atendimento das demandas sociais de sua  população. A metodologia BIM, que começou a revolucionar a indústria construtiva, foi também ampliada para permitir grandes transformações no urbanismo por meio do CIM, com melhor planejamento urbano,  controle e monitoramento das cidades.  Essa atuação mais responsiva, que os gestores públicos podem conquistar com a modelagem das cidades, rende também mais economia de tempo, dinheiro e qualidade de vida para a população. O que é BIM? O que é CIM? Antes da busca do entendimento sobre Gêmeos Digitais, é preciso reforçar o que é BIM e CIM. O Building Information Modeling é uma metodologia colaborativa, que permite a criação de um modelo único tridimensional, carregado com um banco de dados associado para todo o ciclo de vida do projeto,

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Os projetos elétricos em Revit têm imensas vantagens frente às metodologias tradicionais porque permitem uma especificação de componentes com características bem definidas, o que é imprescindível para uma melhor comunicação e entendimento, tanto dos envolvidos nessa fase do projeto como dos clientes. Veja nesse post como a compatibilidade dos fluxos de trabalho, incorporação de componentes de seus próprios padrões de camadas e realização das estimativas e documentação para o projeto estão dentro de alguns benefícios que o Revit MEP pode proporcionar dentro do setor AECO. Vantagens dos projetos elétricos em Revit Antes de passarmos ao Revit MEP, vamos pincelar apenas o que é BIM para reforçar os conceitos dessa metodologia colaborativa, que é focada nos pilares pessoas, processos e tecnologia. O Building Information Modeling permite um fluxo de trabalho inteligente a partir de um modelo único tridimensional, carregado com um banco de dados que vai servir durante todo o ciclo de vida do projeto e permitir o compartilhamento entre todos os envolvidos, inclusive para os projetos complementares MEP (hidráulica, elétrica e mecânica). O BIM traz ferramentas avançadas e com informações muito precisas para projetar, planejar, construir, gerenciar e operar edificações residenciais, comerciais, industriais ou de infraestrutura. Alguns softwares foram desenvolvidos para dar suporte ao BIM, e o Revit é um dos mais utilizados no setor construtivo, permitindo a colaboração multidisciplinar em projetos. Dentro da área da arquitetura e engenharia, esse conhecimento em Revit traz amplas vantagens para os profissionais que vão mudar verdadeiramente o mindset para adotar um fluxo muito inteligente de trabalho e resultados otimizados. Essas vantagens se estendem às empresas que fizeram a devida implementação do BIM. Nos projetos elétricos, há uma verdadeira sequência de necessidades, como promover a separação dos circuitos elétricos, localizar o padrão de energia e o Quadro de Distribuição de Circuitos, inserir a representação da instalação elétrica na planta arquitetônica, instalação de conduítes, a previsão da carga, diagrama dos circuitos, etc. Mas ainda há diversos outros passos que vão demonstrar as soluções encontradas pelos engenheiros no que se refere às normas, especificações e conjunto de plantas baixas elétricas. Todas essas etapas serão amplamente facilitadas nos projetos elétricos em Revit. Benefícios do projetos elétricos em Revit Conheça benefícios de adotar o Revit para projetos elétricos, como: Desenvolvimento de modelos de nível de fabricação no Revit MEP com grande detalhamento; As informações de design são englobadas com os vários elementos do projeto para permitir um alto nível de validação; Tem uma biblioteca de componentes inteligentes para selecionar e permitir a construção fácil de esquemas; A modelagem é fácil para colocação automática de tubos, dutos e acessórios de contenção; Visualização 3D para eletrodutos, caixas de passagem, pontos, quadros e inúmeros elementos do projeto; Converter desenhos em linhas para projetos mais detalhados e geométricos sem necessitar começar do zero, como passar projeto elétrico em Autocad para Revit ; Quantificação exata de todos os elementos utilizados no projeto, garantindo programações automatizadas; Ferramentas de detecção de conflitos, que vão evitar retrabalhos e custos desnecessários ao projeto; Vários profissionais podem trabalhar e coordenar tarefas simultaneamente; Atualização automática após realizadas alterações no design. OrçaFascio lança duas novas ferramentas para projeto elétrico A OrçaFascio, que é uma plataforma para orçamentação e acompanhamento de obras, lançou no dia 12 de novembro duas novas ferramentas que prometem mais economia e auxílio para os engenheiros e as empresas neste setor: o módulo OrçaBIM v2.0 e o módulo OF Elétrico. O primeiro promete mais agilidade para o processo de extração de quantitativos e orçamentos. Já o segundo será conectado com o Revit e promete elevar 16 vezes a eficiência para os projetos elétricos. O módulo OF Elétrico elimina a limitação do Revit para fio retorno, diagrama unifilar, eletrodutos flexíveis, etc. Versão 2021 do Revit MEP A necessidade de concorrer com o Revit no que se refere a projetos complementares fez a Graphisoft promover atualizações para o Archicad, porém, a versão 2021 do Revit amplia ainda mais os benefícios do software para os projetos MEP. Nesses aprimoramentos três itens ganham destaque para projetos elétricos em Revit: facilidade de uso, globalização e lógica de sistema. Facilidade de uso Segundo o blog da Autodesk, no tópico facilidade de uso, agora o software permite listar tabelas de painel sob as folhas nas quais são colocados no navegador de projeto. Essa nova funcionalidade dá mais consistência para o funcionamento das programações de quantidades. Além disso, melhora também a pesquisa para encontrar cronogramas nas folhas. Outras facilidade é que agora também foram habilitados alguns parâmetros em circuitos sobressalentes e espaciais. Globalização Neste quesito, uma atualização importante é como os circuitos são numerados. Nos EUA, Reino Unido e França, os parâmetros eram diferentes. Para acomodar as definições de cada localidade, foi criado um esquema de nomenclatura de circuito, que também oferece suporte para a criação de esquema utilizando Parâmetros Compartilhados para circuitos de energia, circuitos de baixa tensão, dados, incêndio, alarme e similares. Lógica de Sistema Para lidar com os elementos nos sistemas de distribuição foram realizadas também melhorias na mesa de controle e melhorias no painel. Na mesa de controle, a primeira melhoria é permitir definir a fase elétrica dos circuitos monopolares e bipolares conectados à central. A segunda melhoria tem a ver com questões levantadas na quantidade de circuitos do quadro de distribuição. Já sobre as melhorias no painel, o Revit passou a lidar com painéis monofásicos e agora deu “permissão” para que os usuários alimentem um painel de outro painel com menos polos. Software similar da Bentley O OpenBuildings Designer, da Bentley, é semelhante ao Revit no que se refere às condições de modelagem do projeto elétrico. O software integra a modelagem e análise de eficiência energética para avaliar o desempenho da edificação. Porém, vale uma observação: todos esses softwares (Revit, Archicad ou Openbuilbings) atendem à modelagem do projeto elétrico. Caso necessitem da modelagem em conjunto com o projeto arquitetônico e análise devem buscar o QiBuilder da AltoQI. Com esse software é possível criar cálculos normativos integrados ao modelo arquitetônico a partir da importação dos dados contidos no formato IFC. É possível definir disciplina e inserir vários parâmetros, criar sub-rede para definir e mostrar melhor projeto, circuitos e comandos, entre outras funcionalidades. Conclusão Os engenheiros elétricos sabem a grande dor de cabeça que é encontrar uma colisão de projetos na fase de execução da obra, a necessidade de alterar um único elemento do sistema pode provocar alterações imensas nos níveis de correntes e as tensões do circuito, que podem gerar estouro de orçamento e prazos. Projetos elétricos em Revit são muito eficientes para evitar esses retrabalhos, além de promover redução de tempo na execução da obra. Sem sombra de dúvida, usar o Revit é um importante passo para aumentar a otimização dos resultados dos projetos elétricos.

Projetos elétricos em Revit: quais os benefícios?

Os projetos elétricos em Revit têm imensas vantagens frente às metodologias tradicionais porque permitem uma especificação de componentes com características bem definidas, o que é imprescindível para uma melhor comunicação e entendimento, tanto dos envolvidos nessa fase do projeto como dos clientes. Veja nesse post como a compatibilidade dos fluxos de trabalho, incorporação de componentes de seus próprios padrões de camadas e realização das estimativas e documentação para o projeto estão dentro de alguns benefícios que o Revit MEP pode proporcionar dentro do setor AECO.  Vantagens dos projetos elétricos em Revit Antes de passarmos ao Revit MEP, vamos pincelar apenas o que é BIM para reforçar os conceitos dessa metodologia colaborativa, que é focada nos pilares pessoas, processos e tecnologia.  O Building Information Modeling permite um fluxo de trabalho inteligente a partir de um modelo único tridimensional, carregado com um banco de dados que vai servir durante todo o ciclo

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A implantação do BIM no setor construtivo vem crescendo ao redor do mundo, porém, no Brasil, é possível dizer que uma iniciativa pioneira, que começou a ser criada em 2013, contribuiu bastante com o aumento da popularidade da metodologia no país: o Caderno BIM para obras públicas em Santa Catarina. Essa iniciativa, que desbravou os caminhos da metodologia no país na execução de obras públicas, traz procedimentos para que as empresas possam desenvolver projetos com o BIM, com padronização e formatação, além de servir como anexo em editais públicos para contratação. Veja nesse post no que consiste esse documento e como pode ajudar equipes que estão dando os passos iniciais no uso da metodologia. Como nasceu o Caderno BIM em Santa Catarina? O nascimento do Caderno BIM foi motivado devido a uma obra pública de um hospital em Santa Catarina. Com a constatação do atraso do empreendimento por um erro de projeto, foi preciso pensar em soluções para que a população não fosse prejudicada. Entre a busca por respostas sobre o que fazer, os engenheiros Rafael Fernandes Teixeira da Silva e Wesley Cardia, que à época faziam parte de um equipe que visava colaborar com a gestão de recursos vindos do BNDES e que eram distribuídos para várias secretarias do Estado, encontraram o BIM como uma resposta para o problema. Porém, o primeiro entrave foi a explicação do potencial transformador da metodologia para o setor construtivo público, porque os seus benefícios praticamente só eram conhecidos na literatura no país. Até aquele momento, apenas a Petrobras tinha utilizado a metodologia no setor público. No entanto, foi a partir desse trabalho no setor público de Santa Catarina (SC) que muito do que hoje é incentivado do uso do BIM na área pública ganhou força. À época , no país, ainda não havia empresas que tivessem construído um hospital em BIM, o que poderia ser um fator restritivo. Porém, com o esforço dos profissionais para ter mais qualificação e entendimento na metodologia, as necessidades e soluções foram surgindo. Objetivo que inspirou o Caderno BIM A paralisação da obra por falta de compatibilização de projetos foi o foco da licitação e contratação em BIM em Santa Catarina. A equipe de produção da obra deveria saber, com exatidão, o que e como fazer. O BIM proporciona essa certeza porque é uma metodologia amparada em 3 pilares: pessoas, processos e tecnologia. Para retomar o que é BIM. Com Building Information Modeling, é possível criar um modelo único tridimensional, carregado de banco de dados, que serve aos objetivos de todo o ciclo de vida do projeto, criando todo um fluxo de trabalho organizado, integrado e inteligente. Com o BIM, é possível fazer simulações com as representações virtuais exatas da obra antes da construção física, devido ao design muito mais aprimorado; descobrir erros já na fase de projeto e tomar medidas; melhor planejamento, que permite cronograma preciso; extração de quantitativos exatos para elaboração de orçamentos, análises energéticas e até mesmo desempenho da obra após a sua conclusão. Vários países que passaram a adotar a metodologia BIM iniciaram o processo a partir do setor público, porque os processos possibilitaram mais produtividade das equipes, redução de custos de orçamentos e de tempo de obra. Com isso, retrabalhos e desperdícios também foram significativamente reduzidos. Em Santa Catarina, a construção do Caderno BIM foi iniciado para amparar os requisitos da licitação, proporcionando já nesse momento uma grande transparência sobre as orientações, comportamentos das equipes no processo e os entregáveis. O Caderno BIM, que foi desenvolvido pelo grupo técnico criado pelo Comitê de Acompanhamento e Controle de Obras Públicas e Serviços de Engenharia vinculados à Secretaria de Estado do Planejamento, funcionou como uma grande e eficiente explicação para o mercado sobre o uso do BIM em uma obra pública, porque o primeiro edital publicado para contratação de empresas que utilizassem o BIM na obra gerou muitas dúvidas das empresas candidatas. Esse movimento provocou um cancelamento do primeiro edital e posterior publicação de um segundo edital, com o Caderno BIM anexado para esclarecimento dos vários pontos do uso da metodologia em obras públicas, então, favoreceu-se a análise e interpretação para eliminação dos pontos críticos. Segundo exposto no próprio caderno esses pontos podem ser ocasionados por fatores como: Omissão de informações; Falta de itens apresentados nos projetos; Nomeação de arquivos sem referências; Apresentação de sistemas/elementos próprios de cada empresa; Problemas em impressões, entre outros. Tópicos do Caderno BIM de SC Para facilitar e organizar os processos de comunicação, no Caderno BIM de Santa Catarina, há tópicos sobre: O que é BIM; Gestão das fases de projetos da edificação; Níveis de desenvolvimento da modelagem da informação da construção; Requisitos para o BIM; Condições para desenvolvimento de projetos em BIM; Elementos do projeto; Gerenciamento do plano executivo em BIM; Nomenclaturas; Documentos anexos ao projeto; Planejamento preliminar de construção da obra. Para os engenheiros envolvidos na elaboração do Caderno BIM, esse manual foi uma grande contribuição para a adoção da metodologia, tanto nas obras públicas do Estado, como para outros governos que também resolveram adotar a metodologia posteriormente. A partir dessa iniciativa do governo de Santa Catarina, que anunciou que a partir de 2018 as obras públicas do Estado seriam todas realizadas com o BIM, foi gerado um movimento que promoveu a padronização dos entregáveis de uma obra em BIM na região Sul do país, conhecida como Rede BIM Gov Sul e, posteriormente, criação do Cosud (Consórcio de Integração Sul e Sudeste). Depois de todo esse processo, segundo o estudo “Processo BIM em Projetos de Licitações de Obras Públicas em Obras do CRAS-SC”, de Juliana Stradiotto, para a Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Campus São Leopoldo - RS), um grupo de 8 construtoras que passaram a fazer uso do BIM em SC apontaram ganhos: 16% reconheceram que o projeto estava mais detalhado; 11,1% apontaram redução da necessidade de aditivos de custo ao projeto, com maior entendimento do projeto para execução e a redução de erros na obra. Porém, as construtoras também revelaram que tinham dificuldades em encontrar profissionais capacitados para desenvolver projetos em BIM. Decreto governamental para adoção do BIM a partir de 2021 O decreto governamental federal no. 10.306, publicado em 2 de abril de 2020, estabelece que as obras públicas de alguns Ministérios já terão a indicação de uso do BIM a partir de 202, no âmbito da Estratégia Nacional de Disseminação do BIM – Estratégia BIM, também avalizada pelo Decreto nº 9.983, de 22 de agosto de 2019. Uma frente parlamentar, dentro do Congresso Nacional, nomeada Frente Parlamentar do BIM, também articula alterações da Lei 8.666 que controla as licitações públicas a fim de tornar o BIM obrigatório em todos os projetos e obras do Governo. O que tem sido percebido é um caminhar acelerado em direção à padronização da metodologia no setor construtivo do país. Há muito mais a ganhar por todos, a começar do estímulo à transparência com o dinheiro público, que está impressa no DNA dessa metodologia.

Caderno BIM para obras públicas em Santa Catarina

A implantação do BIM no setor construtivo vem crescendo ao redor do mundo, porém, no Brasil, é possível dizer que uma iniciativa pioneira, que começou a ser criada  em 2013, contribuiu bastante com o aumento da popularidade da metodologia no país: o Caderno BIM para obras públicas em Santa Catarina. Essa  iniciativa, que desbravou os caminhos da metodologia no país na execução de obras públicas, traz procedimentos  para que as empresas possam desenvolver projetos com o BIM, com padronização e formatação, além de servir como anexo em editais públicos para contratação. Veja nesse post no que consiste esse documento e como pode ajudar equipes que estão dando os passos iniciais no uso da metodologia. Como nasceu o Caderno BIM em Santa Catarina? O nascimento do Caderno BIM Caderno BIM foi motivado devido a uma obra pública de um hospital em Santa Catarina. Com a constatação do atraso do empreendimento por um

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Quando os arquitetos e engenheiros começam a trabalhar com o BIM é quase certo que terão uma dúvida sobre o melhor software paramétrico a usar nos projetos arquitetônicos ou projetos complementares: Archicad ou Revit? Nesse post entenda mais sobre esses dois softwares que são muito significativos para o setor AECO. Softwares surgiram para dar suporte à metodologia BIM Em primeiro lugar, vamos entender o que é BIM (Building Information Modeling): é uma metodologia de trabalho colaborativa que utiliza um modelo único em geometria, com banco de dados associado, que vai permitir o gerenciamento de todas as informações sobre o projeto em todas o seu ciclo de vida. Essa metodologia permite a criação de diversos modelos digitais que são compartilhados com todas disciplinas envolvidas, permitindo melhor coordenação, gerenciamento, execução e operação de uma obra. O modelo 3D também possibilita a realização de simulações na versão digital da obra para analisar o seu desempenho e facilitar tomadas de decisão. Essa metodologia vem gerando uma grande eficiência na cadeia construtiva, que permite redução de gastos e de desperdícios, cronogramas mais exatos e grande eficiência das edificações. Além disso, BIM e sustentabilidade combinam muito e também com o conceito da Lean Construction. Para dar suporte à tecnologia BIM, existem vários softwares, entre eles é possível escolher o Revit ou Archicad. Vamos entender melhor sobre cada um deles: Revit O Revit é um software da empresa norte-americana Autodesk que permite ao usuário projetar com modelagem paramétrica e elementos de desenho. É bastante popular na indústria da construção na América e Europa, inclusive no Brasil. Traz ferramentas para viabilizar o trabalho nos projetos arquitetônicos, MEP e engenheiros estruturais. É utilizado para coordenação de todas as entradas de dados (incluindo dados em 2D). Os componentes paramétricos do software foram criados usando um editor de famílias Revit (sistemas, componentes carregáveis e locais). Além disso, todas as relações entre as visualizações, componentes e anotações em qualquer um dos elementos do modelo são propagadas automaticamente. Archicad Desenvolvido pela empresa húngara Graphisoft, foi o primeiro software BIM para uso comercial. Desfruta de grande prestígio com profissionais da Europa. Também trabalha com o desenvolvimento de plantas, cortes e todos os elementos da construção por meio de um modelo único 3D, com banco de dados associados. Tem ferramentas de design de algoritmos e com suporte para grandes modelos para projetar, analisar e colaborar, além de trazer um conjunto completo de documentação pronto para uso. É mais focado no trabalho dos arquitetos, embora tenha ferramentas da modelagem MEP e estrutural disponíveis. Qual é melhor: Archicad ou Revit? É bastante complicado definir qual software é melhor, porque ambos têm algumas semelhanças: trabalham com criação de modelos digitais que agregam informações, têm atualizações do modelo geradas automaticamente, complexidade na geometria e oferecem recursos bastante abrangentes para renderização. Além disso, ambos os softwares também realizam atualizações constantes para corrigir eventuais falhas apontadas pelos usuários. Por exemplo, em 2019, a Graphisoft lançou o Archicad 23, recentemente lançou o ArchiCAD 24, e o Revit já está na versão 2021 também. Ambos os softwares permitem que todos os mecanismos do BIM para arquitetos e engenheiros sejam acionados para a realização de um projeto mais eficiente. Por isso, muitas vezes, essa noção de melhor será muito individual, pode depender de certas preferências de cada profissional do setor e do trabalho a ser realizado. O melhor para colocá-los em uma balança é apontar alguns pontos fortes e pontos fracos de cada software, que pode levar o usuário a entender o que é melhor para seu trabalho. Pontos fortes Graphisoft Archicad Interface é umas das maiores vantagens, traz bastante clareza ao usuário porque é mais minimalista e orientada por gráficos; Permite processo criativo bastante integrado e intuitivo para o projeto arquitetônico; Fornece mais liberdade para analisar o modelo porque as visualizações 3D são axonométricas e em perspectiva; Numeração de páginas é automática; Mostra profundidade de desenhos de forma muito eficaz; Ferramentas de produção e edição intuitivas e consistentes; Usa padrão IFC; Funciona melhor em computadores menos potentes, rodando em Mac e Windows; Tem diversos templates com versão brasileira; Oferece um um sistema Teamwork para compartilhamento de arquivos bastante robusto. Autodesk Revit Mais autonomia e facilidade no design paramétrico de elementos; Interface simples e altamente personalizável tanto para arquitetos como para engenheiros; Grande flexibilidade de design nos primeiros estágios do projeto; Tem capacidade em várias dimensões para planejar, analisar, gerenciar e operar em todos os estágios do projeto, do design à construção e até demolição; Extensa biblioteca de conteúdos para projetos MEP e estruturais; Método de desenvolvimento de paletas é visualmente semelhante ao AutoCAD, porém, com imensas opções de possibilidades para editar elementos; Renderização em nuvem, objetos RFA e motor Autodesk Raytracer (ART) sedimentaram a preferência de muitos usuários do setor construtivo; Permite arquivos maiores; Apresenta mais suporte para usuários com literatura, recursos, e-books e tutoriais na internet; Grande compatibilidade com softwares da Autodesk, como o Navisworks, BIM 360, Dynamo e AutoCAD. Pontos fracos Archicad Tem menor capacidade de aplicar e personalizar visualizações de elementos específicos; Traz menos suporte e informações sobre como se aprofundar no software; Necessita de melhorias no conjunto de recursos, como extração de banco de dados Keynote, gerenciador de fases e transferência mais fácil de detalhes padrão. Revit Numeração de páginas é manual; Precisa de processos mais rápidos para funcionar bem; Não suporta recurso “arraste e solte” para inserir arquivos dentro de projetos. Conclusão Percebe-se que o melhor software (Archicad ou Revit) vai depender do que o profissional mais dominar e se adaptar, além do tipo de projeto que vai precisar desenvolver. Se precisar apenas de projetos arquitetônicos colaborativos, o Archicad vai servir muito bem, inclusive, a nova versão 24 corrigiu uma deficiência em relação aos projetos complementares. Agora é possível fazer modelagem das disciplinas de estrutura e instalações prediais, se equiparando ao Revit em modelagem multidisciplinar. Porém, projetos com alto nível de complexidade e dados também podem direcionar para o uso do Revit. O certo é que ambos os softwares trabalham muito bem com os preceitos da metodologia BIM e podem promover resultados muito satisfatórios para os objetivos das empresas e profissionais da indústria construtiva.

Archicad ou Revit: qual usar?

Quando os arquitetos e engenheiros começam a trabalhar com o BIM é quase certo que terão uma dúvida sobre o melhor software paramétrico a usar nos projetos arquitetônicos ou projetos complementares: Archicad ou Revit? Nesse post entenda mais sobre esses dois softwares que são muito significativos para o setor AECO. Softwares surgiram para dar suporte à metodologia BIM Em primeiro lugar, vamos entender o que é BIM (Building Information Modeling): é uma metodologia de trabalho colaborativa que utiliza um modelo único em geometria, com banco de dados associado, que vai permitir o gerenciamento de todas as informações sobre o projeto em todas o seu ciclo de vida. Essa metodologia permite a criação de diversos modelos digitais que são compartilhados com todas disciplinas envolvidas, permitindo melhor coordenação, gerenciamento, execução e operação de uma obra. O modelo 3D também possibilita a realização de simulações na versão digital da obra para analisar o

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