BIM 5D: orçamentação precisa e confiável

A complexidade que envolve a elaboração de captação de quantitativos e orçamentação de custos dos projetos é um dos grandes desafios do setor construtivo. A maior expectativa é por exatidão nos números, com previsibilidade e gerenciamento dos recursos. Com o BIM, a dimensão 5D entra em cena para dar mais assertividade e confiança para esse processo. Essa é uma das etapas que fazem parte do processo do Building Information Modeling, que vem remodelando a interação entre os profissionais envolvidos em um projeto, até mesmo no quesito de quantificação de mão de obra e insumos. Nas mais variadas etapas do ciclo de vida da obra, o BIM apresenta novas perspectivas de ganho, que geram resultados transformadores para a indústria construtiva. Leia mais neste post. O que é BIM? Para definir melhor o que é BIM, pode-se dizer que é uma metodologia de trabalho colaborativa, amparada nos pilares tecnologia, processos e pessoas. Enquanto os processos vão direcionar de forma padronizada o trabalho de todos os profissionais envolvidos na cadeia, como os arquitetos, engenheiros e construtores; com a tecnologia, serão utilizadas ferramentas como softwares que vão amparar as várias etapas do ciclo de vida de um projeto construtivo, como, por exemplo, o BIM Revit. O BIM permite a criação de representações gráficas que vão ''imitar" o comportamento de uma edificação física, por meio de um modelo único tridimensional, carregado de um banco de dados, que opera com um fluxo de trabalho inteligente e compartilhado entre as variadas disciplinas. Neste modelo único, que servirá tanto para o projeto arquitetônico, como para os complementares, são transmitidos escopo do projeto, etapas e resultados. Essa modelagem tridimensional inteligente é uma das principais vantagens para a análise de interferências, pois permite antecipar problemas e soluções físicas nas diversas disciplinas da obra. Além disso, a integração das áreas vai permitir um projeto com conclusão mais rápida, melhor desempenho e rentabilidade. Nessas etapas do ciclo de vida, o BIM agrega o que foi nomeado como dimensões, conforme o ciclo de vida avança as informações vão se tornando mais ricas: BIM 3D, 4D, 5D, 6D, 7D e até 8D. O 2D não está incluído no BIM, são os desenhos baseados em linhas do CAD, porém, a interoperabilidade da metodologia, permite a importação desses dados. Dimensões do BIM Vale lembrar a que se refere cada dimensão: 3D (design), 4D (compatibilização de projetos e planejamento), 5D (análise de custos), 6D (Manutenção Predial), 7D (Sustentabilidade), 8D (Segurança e Prevenção de Acidentes). Um ponto interessante a ser esclarecido é que nem sempre essas áreas das dimensões são padronizadas no mundo. Em muitos casos, o foco das dimensões 6D e 7D são alterados. Essa distribuição citada acima, está de acordo com uma padronização fornecida pela Autodesk há algum tempo. A primeira dimensão BIM é a 3D, que envolve o processo de design do modelo, com adição de informações gráficas e não gráficas de cada um de seus elementos. Já na dimensão 4D, o fator tempo é agregado. Com os dados vinculados à representação gráfica do modelo fica mais fácil entender as informações do projeto e planejar como a construção irá se desenvolver. Nesta fase de planejamento do projeto, são incluídas informações como tempos de instalação e construção, espera para a conclusão de fases na execução, sequência de instalação de componentes, ou seja, todo um cronograma é elaborado em função das informações do modelo 3D. Com as informações de sequenciamento, é possível garantir a viabilidade dos esquemas da construção desde o início do projeto. As dimensões 4D e 5D BIM estão bastante relacionadas. A 4D, relacionada à compatibilização e planejamento, é uma etapa anterior à análise de custos, porém, muito importante para a orçamentação correta. Orçamento 5D BIM: exatidão e segurança Todas as obras envolvem uma grande complexidade na captação de custos, é preciso somar todos os elementos para uma análise detalhada e profunda. Além de saber os custos com aquisição de materiais, também há custos de mão de obra, energia, água, transporte e diversos outros serviços necessários à conclusão do projeto. Porém, antes do BIM, nem sempre era possível fazer uma orçamentação correta para que a obra fosse sustentável financeiramente. Com essa extração de dados de forma manual, muitos erros podiam gerar estouros de orçamentos e até problemas para o cronograma. A extração de quantitativos exata é um dos grandes benefícios permitidos à dimensão de análise de custos. Esse resultado é possível a partir da captação das informações extraídas dos componentes do modelo 3D e inclusive as plantas técnicas derivadas dele. Esse modelo que traz informações detalhadas permite que os profissionais de orçamentação baseiem seus cálculos em componentes visíveis, que estão mais óbvios no modelo 3D, e até para elementos não visíveis, como os serviços. Por isso, é muito importante que as informações incluídas no modelo pelos profissionais envolvidos, até mesmo por profissionais como os topógrafos, sejam muito precisas na fase de design. A partir dessas informações, é possível criar um plano de custos que também vai amparar o cronograma. Dentro dessa orçamentação podem estar incluídos custos de mão de obra e insumos (como aquisição de materiais e componentes), custos de funcionamento do canteiro de obras e muitos outros. Com o 5D BIM, os profissionais da cadeia construtiva e clientes conseguem entender, analisar e até registrar o impacto das mudanças no custo dos projetos, que vai permitir uma gestão financeira inteligente. Benefícios de adotar o BIM 5D Há diversas vantagens em adotar o BIM 5D na orçamentação dos projetos, entre essas, a tomada mais rápida de decisões, devido ao trabalho colaborativo, que é um dos fortes do BIM. Esse processo já evita diversos erros que já foram tão comuns na indústria construtiva, como materiais comprados a mais ou a menos, falta de profissionais especializados e muitos outros aspectos que já travaram e provocaram prejuízos em muitas obras. Vamos conhecer mais algumas: 1 – Capacidade de visualização dos custos Com os dados fornecidos no modelo 3D é possível garantir aos orçamentistas uma facilidade muito maior para visualizar os custos. 2 – Precisão de custos Com as informações extraídas do modelo 3D, é também possível garantir uma identificação de elementos e quantificação exata. Esse fator também vai favorecer que o cronograma seja desenvolvido em conjunto com a análise desses custos. 3 – Notificações em tempo real As mudanças de componentes ou design podem impactar muito a orçamentação de um projeto. Porém, esse planejamento da dimensão 4D associada à dimensão 5D vai permitir que as alterações comunicadas em tempo real também promovam mudanças na orçamentação, mesmo antes do início da obra. Quando ocorre uma alteração no projeto, são geradas notificações e uma nova contagem de componentes é realizada. 4 – O levantamento de quantitativos ocorre a cada etapa Em todas as obras, a cada etapa é necessário um levantamento de quantitativos. Com o BIM 5D, o processo é automatizado, evitando desperdícios de materiais ou até mesmo a falta em uma determinada etapa. Em cada estágio, essas quantificações são atualizadas nos nos sistemas anexados ao projeto. 5 – Aquisição de materiais mais rápida Com o uso do BIM 5D, o processo de aquisição de materiais é bem mais rápido e ocorre na medida real da necessidade da obra, de acordo com as informações do modelo. Assim, os empreiteiros podem acessar os levantamentos e listas de materiais e agilizar a aquisição do que for preciso em certo estágio. 6 – Economia de custos O BIM 5D vai proporcionar também uma grande economia de recursos humanos e custos, devido à rapidez nos processos de informações dos custos, além de um maior controle e monitoramento sobre esses dados. 5D software BIM Para obter todos os benefícios da orçamentação com a metodologia, é possível contar com o suporte de um software 5D BIM. Esses softwares integrados ao BIM vão permitir uma estruturação de planilha de orçamento de obra, onde podem constar todos os materiais e serviços. Entre esses softwares compatíveis com o BIM está o Orçafascio, que reúne diversas ferramentas para criação de um orçamento realista e assertivo e permite a realização de um orçamento 8 vezes mais rápido do que um processo tradicional. Além disso, as principais instituições privadas e públicas também já utilizam o software, que tem grande popularidade entre arquitetos, engenheiros e construtores. Conclusão Para profissionais do setor que querem dominar a dimensão BIM 5D e ensinar como fazer um orçamento de obra, uma dica é investir em uma qualificação neste estágio da obra, a partir de um curso. O Grupo AJ BIM oferece o curso Orçamento de Obras com BIM para capacitar profissionais no uso das ferramentas da metodologia. Com essa qualificação, o aluno aprende a elaborar orçamentos muito precisos e cronograma físico-financeiro realista.

A complexidade que envolve a elaboração de captação de quantitativos e orçamentação de custos dos projetos é um dos grandes desafios do setor construtivo.  A maior expectativa é por exatidão nos números, com previsibilidade e gerenciamento dos recursos.

Com o BIM, a dimensão 5D entra em cena para dar mais assertividade e confiança para esse processo.

Essa é uma das etapas que fazem parte do processo do Building Information Modeling, que vem remodelando a interação entre os profissionais envolvidos em um projeto, até mesmo no quesito de quantificação de mão de obra e insumos.

Nas mais variadas etapas do ciclo de vida da obra, o BIM apresenta novas perspectivas de ganho, que geram resultados transformadores para a indústria construtiva. Leia mais neste post.

O que é BIM?

Para definir melhor o que é BIM, pode-se dizer que é uma metodologia de trabalho colaborativa, amparada nos pilares tecnologia, processos e pessoas.

Enquanto os processos vão direcionar de forma padronizada o trabalho de todos os profissionais envolvidos na cadeia, como os arquitetos, engenheiros e construtores; com a tecnologia, serão utilizadas ferramentas como softwares que vão amparar as várias etapas do ciclo de vida de um projeto construtivo, como, por exemplo, o BIM Revit.

O BIM permite a criação de representações gráficas que vão ”imitar” o comportamento de uma edificação física, por meio de um modelo único tridimensional, carregado de um banco de dados, que opera com um fluxo de trabalho inteligente e compartilhado entre as variadas disciplinas.

Venha-ser-um-especialista-em-BIM

Neste modelo único, que servirá tanto para o projeto arquitetônico, como para os complementares, são transmitidos escopo do projeto, etapas e resultados.

Essa modelagem tridimensional inteligente é uma das principais vantagens para a análise de interferências, pois permite antecipar problemas e soluções físicas nas diversas disciplinas da obra.

Além disso, a integração das áreas vai permitir um projeto com conclusão mais rápida, melhor desempenho e rentabilidade.

Nessas etapas do ciclo de vida, o BIM agrega o que foi nomeado como dimensões, conforme o ciclo de vida avança as informações vão se tornando mais ricas: BIM 3D, 4D, 5D, 6D, 7D e até 8D. O 2D não está incluído no BIM, são os desenhos baseados em linhas do CAD, porém, a interoperabilidade da metodologia, permite a importação desses dados.

Dimensões do BIM

Vale lembrar a que se refere cada dimensão: 3D (design), 4D (compatibilização de projetos e planejamento), 5D (análise de custos), 6D (Manutenção Predial), 7D (Sustentabilidade), 8D (Segurança e Prevenção de Acidentes).

Um ponto interessante a ser esclarecido é que nem sempre essas áreas das dimensões são padronizadas no mundo. Em muitos casos, o foco das dimensões 6D e 7D são alterados. Essa distribuição citada acima, está de acordo com uma padronização fornecida pela Autodesk há algum tempo.

A primeira dimensão BIM é a 3D, que envolve o processo de design do modelo, com adição de informações gráficas e não gráficas de cada um de seus elementos.

Já na dimensão 4D, o fator tempo é agregado. Com os dados vinculados à representação gráfica do modelo fica mais fácil entender as informações do projeto e planejar como a construção irá se desenvolver.

Nesta fase de planejamento do projeto, são incluídas informações como tempos de instalação e construção, espera para a conclusão de fases na execução, sequência de instalação de componentes, ou seja, todo um cronograma é elaborado em função das informações do modelo 3D.

Com as informações de sequenciamento, é possível garantir a viabilidade dos esquemas da construção desde o início do projeto.

As dimensões 4D e 5D BIM estão bastante relacionadas. A 4D, relacionada à compatibilização e planejamento, é uma etapa anterior à análise de custos, porém, muito importante para a orçamentação correta.

Orçamento 5D BIM: exatidão e segurança

Todas as obras envolvem uma grande complexidade na captação de custos, é preciso somar todos os elementos para uma análise detalhada e profunda.

Além de saber os custos com aquisição de materiais, também há custos de mão de obra, energia, água, transporte e diversos outros serviços necessários à conclusão do projeto.

Porém, antes do BIM, nem sempre era possível fazer uma orçamentação correta para que a obra fosse sustentável financeiramente. Com essa extração de dados de forma manual, muitos erros podiam gerar estouros de orçamentos e até problemas para o cronograma.

A extração de quantitativos exata é um dos grandes benefícios permitidos à dimensão de análise de custos. Esse resultado é possível a partir da captação das informações extraídas dos componentes do modelo 3D e inclusive as plantas técnicas derivadas dele.

Esse modelo que traz informações detalhadas permite que os profissionais de orçamentação baseiem seus cálculos em componentes visíveis, que estão mais óbvios no modelo 3D, e até para elementos não visíveis, como os serviços.

Por isso, é muito importante que as informações incluídas no modelo pelos profissionais envolvidos, até mesmo por profissionais como os topógrafos, sejam muito precisas na fase de design.

A partir dessas informações, é possível criar um plano de custos que também vai amparar o cronograma. Dentro dessa orçamentação podem estar incluídos custos de mão de obra e insumos (como aquisição de materiais e componentes), custos de funcionamento do canteiro de obras e muitos outros. 

Com o 5D BIM, os profissionais da cadeia construtiva e clientes conseguem entender, analisar e até registrar o impacto das mudanças no custo dos projetos, que vai permitir uma gestão financeira inteligente.

As cidades inteligentes podem ser definidas como aquelas que fazem uso das TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação) para unir qualidade de vida e desenvolvimento econômico com melhor desempenho de serviços urbanos e um população que participa de todas as questões que são pertinentes ao seu próprio bem-estar.

Benefícios de adotar o BIM 5D

Há diversas vantagens em adotar o BIM 5D na orçamentação dos projetos, entre essas, a tomada mais rápida de decisões, devido ao trabalho colaborativo, que é um dos fortes do BIM. Esse processo já evita diversos erros que já foram tão comuns na indústria construtiva, como materiais comprados a mais ou a menos, falta de profissionais especializados e muitos outros aspectos que já travaram e provocaram prejuízos em muitas obras. Vamos conhecer mais algumas:

 1 – Capacidade de visualização dos custos

Com os dados fornecidos no modelo 3D é possível garantir aos orçamentistas uma facilidade muito maior para visualizar os custos.

2 – Precisão de custos

Com as informações extraídas do modelo 3D, é também possível garantir uma identificação de elementos e quantificação exata.

Esse fator também vai favorecer que o cronograma seja desenvolvido em conjunto com a análise desses custos.

3 – Notificações em tempo real

As mudanças de componentes ou design podem impactar muito a orçamentação de um projeto. Porém, esse planejamento da dimensão 4D associada à dimensão 5D vai permitir que as alterações comunicadas em tempo real também promovam mudanças na orçamentação, mesmo antes do início da obra.

Quando ocorre uma alteração no projeto, são geradas notificações e uma nova contagem de componentes é realizada.

4 – O levantamento de quantitativos ocorre a cada etapa

Em todas as obras, a cada etapa é necessário um levantamento de quantitativos.

Com o BIM 5D, o processo é automatizado, evitando desperdícios de materiais ou até mesmo a falta em uma determinada etapa.

Em cada estágio, essas quantificações são atualizadas nos nos sistemas anexados ao projeto.

5 – Aquisição de materiais mais rápida

Com o uso do BIM 5D, o processo de aquisição de materiais  é bem mais rápido e ocorre na medida real da necessidade da obra, de acordo com as informações do modelo. 

Assim, os empreiteiros podem acessar os levantamentos e listas de materiais e agilizar a aquisição do que for preciso em certo estágio.

6 – Economia de custos

O BIM 5D vai proporcionar também uma grande economia de recursos humanos e custos, devido à rapidez nos processos de informações dos custos, além de um maior controle e monitoramento sobre esses dados.

5D software BIM

Para obter todos os benefícios da orçamentação com a metodologia, é possível contar com o suporte de um software 5D BIM.

Esses softwares integrados ao BIM vão permitir uma estruturação de planilha de orçamento de obra, onde podem constar todos os materiais e serviços.

Entre esses softwares compatíveis com o BIM está o Orçafascio, que reúne diversas ferramentas para criação de um orçamento realista e assertivo e permite a realização de um orçamento 8 vezes mais rápido do que um processo tradicional.

Além disso, as principais instituições privadas e públicas também já utilizam o software, que tem grande popularidade entre arquitetos, engenheiros e construtores.

Conclusão

Para profissionais do setor que querem dominar a dimensão BIM 5D e ensinar como fazer um orçamento de obra, uma dica é investir em uma qualificação neste estágio da obra, a partir de um curso.

O Grupo AJ BIM oferece o curso Orçamento de Obras com BIM para capacitar profissionais no uso das ferramentas da metodologia. Com essa qualificação, o aluno aprende a elaborar orçamentos muito precisos e cronograma físico-financeiro realista.

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O BIM Mandate pode ter duas interpretações: o documento (Manual do BIM) que detalha aspectos de modelagem ou mandato BIM, que é um padrão que estabelece políticas de implementação da metodologia em certos países. Neste aspecto, o BIM Mandate Brasil é a Estratégia BIM BR, lançada pelo decreto 10.306, de abril de 2020. No decreto, o governo federal estabeleceu a utilização do Building Information Modeling na execução direta ou indireta de obras e serviços de engenharia realizada pelos órgãos e pelas entidades da administração pública federal, no âmbito da Estratégia Nacional de Disseminação do Building Information Modelling- Estratégia BIM BR, instituída pelo Decreto nº 9.983, de 22 de agosto de 2019. Neste post, vamos focar no Manual BIM, que é essencial para os projetos do setor, pois é a definição dos fornecedores ou construtoras sobre as necessidades de informação da estrutura do modelo e vai orientar todo o processo de desenvolvimento do projeto. Leia o post até o final para entender melhor o BIM Mandate, que pode também ajudar as empresas nas contratações de projetos. O que é BIM? Antes de falar de BIM Mandate (Manual BIM), vamos entender o que é BIM (Building Information Modeling). Essa é uma metodologia que envolve um processo inteligente e colaborativo, baseado em um modelo 3D único para a indústria da Arquitetura, Engenharia e Construção. Como o modelo é único, o processo é totalmente colaborativo entre as disciplinas permitindo projetar, analisar, planejar, gerenciar e operar sistemas de construção de uma forma muito mais rápida e segura do que os métodos tradicionais. Além disso, o BIM também possibilita redução de custos e de tempo de execução de obra, permitindo agregar muito mais valor aos projetos do setor construtivo. No mundo, a necessidade da metodologia vem crescendo de tal forma que, além das edificações, também tem sido utilizado o BIM na modelagem das cidades. Para que serve BIM Mandate? Vamos ao BIM Mandate ou Manual BIM: é um documento essencial porque vai orientar as equipes tanto na identificação quanto na execução de cada fase do ciclo de vida do projeto. Normalmente, é utilizado por uma construtora, empresa de projetos ou setor do órgão público com suas regras gerais de trabalho em BIM. Por meio deste documento, criado antes de iniciar o projeto, todos os padrões de construção são definidos e especificados pelos fornecedores (escritórios de arquitetura ou engenharia) ou empreiteiras. São formas únicas de realizar o procedimento para modelagem. Funciona como um manual pré-definido, sendo Open BIM para trabalhar com a interoperabilidade, que se dá por um ambiente colaborativo por meio de IFC (Industry Foundation Classes), que é um formato que permite o intercâmbio de informções. Também pode ser com BIM exclusivo (especialmente para a iniciativa privada) quando é utilizado somente determinados softwares nativos da mesma plataforma, como o Archicad ou Revit. Confusão entre BEP e BIM Mandate Há também uma certa confusão no mercado quando associam o BIM Mandate como BEP (Plano de Execução BIM). Enquanto o Manual BIM vai apresentar as regras gerais pré-definidas do trabalho com base no BIM, o BEP é criado a cada projeto, como foco em um produto específico, de contrato a contrato, para definir plano de implementação do BIM para aquele projeto, usos, processos, coleta de informações, responsabilidades e funções, softwares, cronograma, documentos, etc. BIM Mandate: exemplo do que deve constar Quando um escritório de arquitetura ou engenharia tem o seu próprio BIM Mandate pode agregar valor ao trabalho que vai oferecer aos seus clientes, porque demonstra que essas diretrizes podem promover um potencial de eficácia aos resultados do projeto. O processo de levantar informações sobre gargalos, custos e estimativas de melhorias por si só já agrega valor aos trabalhos das empresas que têm um BIM Mandate porque pode demonstrar que está compatível com as exigências e especificidades do mercado construtivo. Neste BIM Mandate estarão destacados detalhes das variadas etapas dentro do ciclo de vida do projeto BIM. Veja as informações que deverão constar no documento e serão disponibilizadas à equipe: Definição dos usos do modelo BIM e diretrizes de Modelagem; Definições de Projeto; Padronização de nomenclaturas de: materiais, bibliotecas, arquivos, etc; LOD (Nível de Desenvolvimento do modelo em cada etapa de entrega); LOI (Nível de Informação); Planejamento (BIM 4D); Orçamentação (BIM 5D); Coordenação de Projetos; Diretrizes de interoperabilidade; Entregáveis BIM; Utilização vinculada à EAP. Conclusão O BIM Mandate é recomendado para a fase anterior ao início do projeto porque certamente servirá para garantir muito mais estrutura aos dados e processos necessários. Dessa forma, tanto o planejamento quanto desenvolvimento do projeto tendem a ser muito mais organizados e eficientes. Vale a pena produzir o documento.

BIM Mandate: entenda o que é

O BIM Mandate pode ter duas interpretações: o documento (Manual do BIM) que detalha aspectos de modelagem ou mandato BIM, que é um padrão que

O uso do BIM no Brasil vem caminhando para proporcionar uma indústria construtiva cada vez mais organizada, eficiente, sustentável do ponto de vista ambiental e financeiro e com mais eficiência. Essa história começou no início dos anos 2000, ainda sem definições de regras ou padronizações para o setor, porém, os exemplos internacionais mostraram que o uso da metodologia e tecnologia BIM no Brasil era possível, necessitando de mais apoio governamental e uma mudança de mindset do setor. Ainda há certos entraves para estabelecer completamente a mudança de mentalidade, mas o decreto que estabelece o uso do BIM pelas entidades da administração pública federal, no âmbito da Estratégia Nacional de Disseminação do Building Information Modeling- Estratégia BIM BR, que entrou em vigor em janeiro deste ano promete acelerar mais o processo da implantação do BIM no Brasil. Leia mais neste post para conhecer um pouco mais dessa trajetória. O que é BIM? Para entender o que é BIM é preciso entender que foi a partir do desenvolvimento dos softwares que permitiram a elaboração de desenhos e projetos com os computadores em 1980, com a tecnologia CAD (Computer Aided Design), que começaram a nascer os softwares de representação gráfica tridimensional, que mais tarde construíram as bases da metodologia BIM. Desde a década de 1970 que o professor Chuck Eastman, do Instituto de Tecnologia da Georgia (EUA) e diretor do Digital Building Laboratory, descreveu um sistema de modelagem de sólidos em 3D CAD, com a denominação Building Description System (Sistema de Descrição da Construção). Podemos definir BIM como uma metodologia de trabalho colaborativa baseada em um modelo único tridimensional, carregado com informações que servirão a todas as etapas do ciclo de vida de um projeto construtivo. Essa plataforma, amparada em 3 pilares (pessoas, processos e tecnologia), fornece aos profissionais da arquitetura, engenharia e construção, informações precisas e ferramentas para planejar, projetar, construir e gerenciar com mais eficiência a edificação desde os mais simples aos mais complexos prédios residenciais, comerciais, instalações e obras de infraestrutura. No mundo, o BIM começou a ganhar força a partir dos anos 2000, quando muitos países passaram a adotar a metodologia evoluindo gradativamente os níveis de maturidade do BIM. Em vários desses países já existem BIM Mandate, que é um padrão que estabelece políticas de implementação da metodologia na iniciativa pública. Ao tratar esses níveis de maturidade do BIM, que vão do 1 ao 3, muitos países já aplicam esses níveis em seus regulamentos baseados nos tipos de projetos. Por exemplo, nos projetos do governo, podem exigir em seus regulamentos que o BIM já esteja no nível 2, que é a fase onde o nível de colaboração é maior, com processos de trocas de informações entre as disciplinas envolvidas. O Reino Unido é hoje o líder global de uso da metodologia na indústria construtiva, mas muitos países já seguem também em busca desse título. BIM Brasil: trajetória no país O principal motivo de adesão de muitos países ao BIM são os recursos que permitem resolver os grandes desafios das áreas de arquitetura, engenharia e construção, como problemas de comunicação, gestão e coordenação ineficientes, ineficácia no planejamento, problemas na compatibilização de projetos, etc. O BIM Brasil também caminha para uma regulamentação no setor e já tem o seu BIM Mandate Brasil, que é a Estratégia BIM BR, lançada pelo decreto 10.306, de abril de 2020. O decreto Decreto Bim Brasil estabelece a utilização do Building Information Modeling na execução direta ou indireta de obras e serviços de engenharia realizada pelos órgãos e pelas entidades da administração pública federal, no âmbito da Estratégia Nacional de Disseminação do Building Information Modeling- Estratégia BIM BR, instituída pelo Decreto nº 9.983, de 22 de agosto de 2019. Em princípio, o decreto atinge especificamente os Ministérios da Infraestrutura e da Defesa, porém, também abre a perspectiva de outros órgãos públicos utilizarem a metodologia em suas novas obras ou reformas. Uma das grandes motivações para o estímulo do uso do BIM por meio da Estratégia BIM BR é promover mais transparência no setor construtivo no que se refere às obras públicas, contratadas por meio de licitação e que já foram alvo de inúmeras denúncias de ineficiência de gestão, superfaturamento e favorecimento. Mas a história do uso da metodologia no país também no início dos anos 2000, de forma ainda incipiente, especialmente após a iniciativa de alguns órgãos governamentais começarem a atuar com a metodologia. A partir dessas iniciativas iniciais, foram sendo criados diversos fóruns de discussão, relatórios, eventos, elaboração de manuais para debater o uso do BIM no Brasil e até uma iniciativa que inspirou uma padronização nos processos licitatórios públicos com o BIM, que foi o Caderno de Santa Catarina, em 2013. Um pouco mais sobre a Estratégia BIM BR A Estratégia Nacional de Disseminação do BIM, criada pelo decreto 9.377, de maio de 2018, extinguiu o decreto de 5 de junho de 2017. Em 2019, esse decreto sofreu alteração, e foi sancionado o decreto 9.983, de 22 de agosto de 2019, para dispor sobre a Estratégia Nacional de Disseminação do Building Information Modeling e instituir o Comitê Gestor da Estratégia do Building Information Modeling. O objetivo dos decretos foi criar políticas públicas visando a mudança do atual modelo de construção para a plataforma BIM. A finalidade da Estratégia BIM é promover um ambiente adequado para uso do BIM no Brasil em um período de 10 anos. As ações incluem: Difusão do BIM e seus benefícios; Coordenar a estruturação do setor público para a adoção do BIM; Criar condições favoráveis para o investimento, público e privado, em BIM; Estimular a capacitação em BIM; Propor atos normativos que estabeleçam parâmetros para as compras e as contratações públicas com uso do BIM; Desenvolver normas técnicas, guias e protocolos específicos para adoção do BIM; Desenvolver a Plataforma e a Biblioteca Nacional BIM; Estimular o desenvolvimento e aplicação de novas tecnologias relacionadas ao BIM; Incentivar a concorrência no mercado por meio de padrões neutros de interoperabilidade BIM. Já neste decreto, o uso do BIM seria implementado gradualmente em 3 fases: janeiro de 2021, janeiro de 2024 e janeiro de 2028. Iniciativas após a Estratégia BIM No final de 2017, a ABDI e o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços lançaram uma Coletânea BIM para orientar o planejamento, projeto, contratação, fiscalização e aceite de obras públicas ou privadas com o BIM. São seis volumes (Fundamentos BIM, Implementação BIM, Colaboração e Integração BIM, Fluxos de Trabalho BIM, Formas de Contratação BIM, 10 Motivos para Evoluir para o BIM), que nasceram com o objetivo de serem ponto de referência para capacitação e qualificação técnica na metodologia. A partir da Estratégia BIM BR, que tem entre suas ações a difusão da plataforma BIM no Brasil, já surgiram diversas iniciativas, como a criação da Câmara Brasileira do BIM, em 2018, que nasceu para discutir as políticas públicas de implementação e disseminação do BIM em cada Estado e no Brasil como um todo. São comitês que abordam temas como softwares, contratos, licitações, processos, formação acadêmica, etc Em 2019, também foi criada a frente parlamentar do BIM por meio do requerimento nº 2742/2019, em 21 de outubro de 2019, para lutar para que a metodologia se torne obrigatório em todos os órgãos do governo. Foi essa Frente que ajudou o Congresso e o Senado a entenderem sobre a necessidade de mudança na Lei 8.666/93, que praticamente não permitia inovações tecnológicas em projeto de arquitetura e engenharia, engessando prazos, controle de custos, melhoria de condições de trabalho e flexibilidade de adaptações para projetos mais inovadores. Em 1o de abril de 2021 foi publicada a Nova Lei de Licitações (14.133/21) para substituir a 8666, ficou determinado o uso preferencial do BIM para projetos em obras públicas. Em 2019, outra iniciativa importante foi a criação da Plataforma BIM BR, uma ação conjunta entre o então Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). A Plataforma BIM Brasil traz um conteúdo dinâmico sobre a Modelagem da Informação da Construção e uma Biblioteca BIM, com upload de objetos e componentes BIM, que seguem o estabelecido em um regulamento técnico. A biblioteca BIM Brasil é considerada a maior biblioteca pública da metodologia no mundo. Esse portal BIM Brasil também está aberto para o cadastro de profissionais que são experts na metodologia. BIM Brasil: órgãos públicos e privados Entre os órgãos públicos que utilizaram o BIM em seus processos construtivos estão o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) e o PBQP-H (Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade do Habitat), vinculado ao Ministério das Cidades, com o Programa Minha Casa Minha Vida, que foi substituído pelo programa Casa Verde e Amarela. Outros grandes contratantes de obras de infraestrutura também passaram a exigir uso da metodologia BIM, como a Petrobras, que foi uma das primeiras grandes empresas governamentais a usar a metodologia 3D inteligente em suas obras, com os primeiros experimentos com o uso da metodologia no Campo de Marlim, em 1989, em Santos. Mas em 2017, por exemplo, a nova geração de plataformas pré-sal foi inteiramente desenvolvida dentro da metodologia BIM. Outros órgãos a utilizar o BIM em suas obras foram o INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial) e Cedurp (Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro). Em relação a outros órgãos importantes que já investiram em projetos desenvolvidos com o BIM está o Projeto Sirius, que é um acelerador de partículas considerado a maior e mais complexa infraestrutura científica já construída no país. O Centro de Ensino e Pesquisa Albert Einstein, também utilizou o BIM em sua edificação, que vai abrigar a Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein e os pesquisadores da instituição. O SENAI já tem realizado o projeto e execução de suas escolas profissionalizantes totalmente com a metodologia BIM. BIM no Brasil na pandemia Devido à urgência para construção de hospitais de campanha durante a pandemia, em abril de 2020, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) também apresentou uma proposta ao governo para execução de obras mais rápidas com o BIM para ampliar a capacidade de atendimento. Neste aspecto, o BIM também é a metodologia mais indicada porque permite uma construção mais rápida e eficiente. Tendo em vista essa urgência, umas das obras construídas com o BIM foi o hospital do M’boi Mirim, em São Paulo, com cem leitos. Entre os modelos de hospitais de campanhas também estão os do projeto CURA Pods (Connected Units for Respiratory Ailments), que é uma iniciativa internacional que propõe reutilizar containers para criar unidades compactas de terapia intensiva, que servem para apoiar hospitais e comunidades. Com o BIM, é possível modelar o módulo de base de forma rápida, permitindo ter instalações completas. Cursos de BIM Para democratizar o uso da metodologia BIM no país, a ABDI também lançou em outubro de 2020 um curso gratuito e online sobre o BIM. Dividido em 2 módulos, o curso destinou-se aos profissionais dos setores de Engenharia, Arquitetura e Construção (AEC). Outra iniciativa importante no Brasil para ajudar na implantação de um sistema BIM no Brasil é o programa de capacitação na metodologia oferecido de forma gratuita em diversas unidades do Senai. Há opções como o curso introdutório “Desvendando o BIM”, mas há também opções de cursos mais específicos e já voltados para arquitetos, engenheiros e estudantes como o curso “Projeto de hidráulica com as bibliotecas BIM Amanco Wavin”, desenvolvido em parceria com a Amanco Wavin para os profissionais que estejam buscando soluções para projetos hidrossanitários. Neste ano, o Senai do Paraná lançou um programa de residência em BIM para construtoras, incorporadoras e escritórios de projetos de arquitetura e engenharia. O Grupo AJ BIM também oferece uma pós-graduação BIM e realiza diversos cursos técnicos para amparar o trabalho na metodologia. Conclusão A eficiência que o BIM traz aos processos construtivos está se apresentando cada vez com mais força na área pública e privada no Brasil. O interesse no conhecimento sobre a metodologia e a qualificação de profissionais vem aumentando, o que é imprescindível para o setor. Mas o fórum BIM Brasil ainda precisa ser ampliado. O certo é que essa precisa ser uma importante página da história do Brasil, que não pode ficar de fora dessa onda de modernização que vem transformando a indústria construtiva do mundo inteiro.

A História do BIM no Brasil

O uso do BIM no Brasil vem caminhando para proporcionar uma indústria construtiva cada vez mais organizada, eficiente, sustentável do ponto de vista ambiental e