CIM (City information modeling): é o futuro (e presente) do urbanismo

Inspirado no jogo Sim City, o CIM (City Information Modeling) nasceu da junção do BIM e o GIS (Geographic Information System)/SIG (Sistema de Informação Geográfica). Traz amplas possibilidades de aperfeiçoamento do urbanismo, porque é a tecnologia em larga escala para ajudar a promover um melhor planejamento urbano e também uma gestão urbana aprimorada, com mais eficiência da atuação dos agentes públicos na manutenção, operação e monitoramento de uma cidade. É um conceito novo, ainda mais novo do que o BIM (Building Information Modeling), que funciona para a escala das edificações e ainda dá seus primeiros passos na indústria construtiva no Brasil. Porém, já tem sido utilizado em Cidades Inteligentes ao redor do mundo. Entenda o que é o CIM? Para entender o CIM (City Information Modeling), antes de mais nada é preciso compreender o que é BIM. Focado nos pilares pessoas, processos e tecnologia, o Building Information Modeling é uma metodologia colaborativa direcionada para o setor AECO, que assegura um processo de trabalho inteligente amparado em um modelo único tridimensional. Com o processo BIM, todas as disciplinas envolvidas na indústria da construção terão ferramentas tecnológicas para planejar, projetar, construir, gerenciar e operar obras de infraestrutura e edificações comerciais, industriais ou residenciais. Isso significa que, além de um melhor projeto arquitetônico, a plataforma permite também a elaboração de projetos complementares e estruturais compatíveis com o design. Todas as disciplinas envolvidas em uma edificação vão trabalhar nesse único modelo, que será armazenado em nuvem e permite compartilhamento com todos os envolvidos. Todas as interferências e sugestões podem ser realizadas no mesmo local. Com essa metodologia, a detecção de conflitos ocorre ainda na fase de projeto, antes da construção física. Com o BIM, é possível realizar um design mais aprimorado, detalhamento rico do projeto, alta precisão de informações para o planejamento, orçamentação de custos e análises de desempenho da edificação. A metodologia também vai permitir a realização de diversas simulações, contemplando variados cenários a partir da representação virtual fiel da obra física (gêmeos digitais). Atuação do BIM + o GIS Uma edificação não é isolada do seu universo geográfico, portanto, também é preciso atuar com referências topográficas. Desde os projetos realizados em 2D, os arquitetos e engenheiros passaram a utilizar o GIS/SIG, que pode ser entendido como um banco de dados espaciais, constituído de um mapa base de vários elementos naturais, como encostas, rios, lagos, vegetação, e outros elementos artificiais (ruas, prédios públicos, etc) que vão compor a topografia de uma região ou cidade. Muitas cidades contêm esses mapas com os elementos ainda coletados em 2D. Porém, com a evolução digital, o sistema também passou a ter funcionalidade tridimensional, conhecida como 3D GIS, onde podem ser extraídos cartografias temáticas, tabelas e relatórios, que permitem o gerenciamento do território urbano, estudos de transformação urbana, planos de proteção civil, estudos demográficos e estatísticas, etc. Com a entrada do GIS no universo tridimensional permitiu-se uma total integração com as ferramentas do BIM. A possibilidade de uso de todos esses recursos do BIM para as edificações e o GIS para dados georreferenciados permitiu uma união de forças que resultou no nascimento do CIM, que possibilita um melhor planejamento urbano, gestão e controle de sistemas de infraestrutura e redes, além do monitoramento desses dados em tempo real. Pode-se dizer que é o BIM na modelagem da cidade. CIM (City Information Modeling) nasce com inspiração em jogo O CIM nasceu com uma clara inspiração no jogo Sim City, no qual as pessoas projetavam uma cidade do zero, construindo elemento por elemento. É exatamente o que o CIM permite, com todos os recursos do BIM para os elementos das edificações, vai realizar o mesmo na escala das cidades. O CIM vai utilizar de diversos suportes tecnológicos para permitir uma modelagem das cidades com integração a TICS (Tecnologias de Informação e Comunicação), que são possíveis por meio do advento do IoT, análises Big Data, etc. A plataforma vai permitir reunir todos os elementos que compõem uma cidade em composição com dados georreferenciados. Funciona da mesma maneira que o BIM: todos esses elementos estarão centralizados no momento único 3D, com associação de dados. Mas para garantir que todos esses elementos sejam compreendidos, é preciso trabalhar com os gêmeos digitais, que nada mais são do que a representação virtual dos elementos reais, que já são amplamente utilizados no BIM. É por meio das representações virtuais que os modelos únicos e tridimensionais poderão passar por simulações que facilitam a criação dos vários cenários também para as cidades. Essas simulações vão permitir soluções antes de fatos reais que possam ocorrer em uma cidade, como enchentes, super congestionamentos e paralisação de serviços, apoio de saúde em casos de pandemia, etc. Assim, o City Information Modeling pode trazer aos governantes uma visão mais avançada do Urbanismo a partir do uso correto desses dados. Planejamento urbano mais eficaz O CIM vai integrar elementos individuais à infraestrutura urbana, onde vão entrar mobilidade urbana, zoneamento urbano, serviços públicos de saúde, redes elétricas, água e saneamento básico, etc. O CIM também consegue detectar todos os impactos que uma nova construção gera na infraestrutura urbana de uma região, no que se refere ao consumo de água e energia, esgoto, demandas de trânsito, estacionamentos, áreas sombreadas, etc. Os dados inseridos na plataforma CIM podem revelar que aquela comunidade precisa de mais infraestrutura em todos os setores que serão impactados ou até mesmo propor uma modificação na nova instalação, que também pode ter sido modelada com o BIM. As informações que estarão na plataforma CIM vão permitir que seja realizada a operação e a manutenção preditiva das cidades, por meio de dados que serão obtidos de várias formas para integrar o gêmeo digital da cidade, como sensores, scanners, Big Data, etc. Esses dados são essenciais para a elaboração de um planejamento urbano eficaz por parte de governantes e uma melhor tomada de decisões, assim como ocorre com o BIM em projetos individuais. Além disso, ter esses dados reunidos na plataforma CIM também vão proporcionar que a cidade funcione com melhor desempenho porque a sua dinâmica estará facilmente disponível em um único ambiente virtual. Cidades Inteligentes Países em desenvolvimento, como o Brasil, ainda não utilizam tecnologias avançadas de forma ampla no urbanismo, em grande parte isso ocorre por falta de apoio da gestão pública. Porém, algumas cidades do Primeiro Mundo já perceberam os benefícios de operar o município a partir do ambiente CIM, que são aquelas conhecidas como Cidades Inteligentes em nível avançado, como , como Copenhague (Dinamarca), Montreal (Canadá), Song Do (Coreia do Sul) e Dubai. Para uma breve explicação: Cidades Inteligentes utilizam as tecnologias de informação e comunicação para compartilhar informações com o público e gerar mais eficiência operacional e qualidade de vida para a população. Nas Cidades Inteligentes, não apenas os governantes municipais ditam a dinâmica da cidade para melhorar suas funções urbanas, mas também a população, entidades de classe, agentes públicos e empresas, que podem somar dados ao sistema por meio da conectividade. Mas o conceito de Smart Cities não se trata apenas do uso de tecnologias avançadas, mas sim de tornar as cidades mais humanas, com atendimento real das necessidades da própria população. Com essa participação efetiva, a gestão pública pode conhecer as intervenções urbanas em todos os setores e melhorar a sua eficiência. Conclusão A arquitetura e urbanismo absorvem muito bem a questão das transformações das cidades, que ocorre por densidade demográfica, avanços tecnológicos e fatores socioeconômicos, mas nem sempre o poder público tem ferramentas para entender essas mudanças, sanar problemas do presente e ainda projetar o futuro. Com o CIM (City Information Modeling), essa visão globalizada sobre a cidade pode ficar muito mais nítida ao poder público.

Inspirado no jogo Sim City, o CIM  (City Information Modeling) nasceu da junção do BIM e o GIS (Geographic Information System)/SIG (Sistema de Informação Geográfica).

Traz amplas possibilidades de aperfeiçoamento do urbanismo, porque é a tecnologia em larga escala para ajudar a promover um melhor planejamento urbano e também uma gestão urbana aprimorada, com mais eficiência da atuação dos agentes públicos na manutenção, operação e monitoramento de uma cidade.

É um conceito novo, ainda mais novo do que o BIM (Building Information Modeling), que funciona para a escala das edificações e ainda dá seus primeiros passos na indústria construtiva no Brasil. Porém, já tem sido utilizado em Cidades Inteligentes ao redor do mundo.

Entenda o que é o CIM?

Para entender o CIM (City Information Modeling), antes de mais nada é preciso compreender o que é BIM.

Focado nos pilares pessoas, processos e tecnologia, o Building Information Modeling é uma metodologia colaborativa direcionada para o setor AECO, que assegura um processo de trabalho inteligente amparado em um modelo único tridimensional. 

Com  o processo BIM, todas as disciplinas envolvidas na indústria da construção terão ferramentas tecnológicas para planejar, projetar, construir, gerenciar e operar obras de infraestrutura e edificações comerciais, industriais ou residenciais. 

Isso significa que, além de um melhor projeto arquitetônico, a plataforma permite também a elaboração de projetos complementares e estruturais compatíveis com o design.

Todas as disciplinas envolvidas em uma edificação vão trabalhar nesse único modelo, que será armazenado em nuvem e permite compartilhamento com todos os envolvidos. Todas as interferências e sugestões podem ser realizadas no mesmo local. Com essa metodologia, a detecção de conflitos ocorre ainda na fase de projeto, antes da construção física.

Com o BIM, é possível realizar um design mais aprimorado, detalhamento rico do projeto, alta precisão de informações para o planejamento, orçamentação de custos e análises de desempenho da edificação.

A metodologia também vai permitir a realização de diversas simulações, contemplando variados cenários a partir da representação  virtual fiel da obra física (gêmeos digitais).

Atuação do BIM + o GIS

Uma edificação não é isolada do seu universo geográfico, portanto, também é preciso atuar com referências topográficas.

Desde os projetos realizados em 2D, os arquitetos e engenheiros passaram a utilizar o GIS/SIG, que pode ser entendido como um banco de dados espaciais, constituído de um mapa base de vários elementos naturais, como encostas, rios, lagos, vegetação, e outros elementos artificiais (ruas, prédios públicos, etc) que vão compor a topografia de uma região ou cidade.

Muitas cidades contêm esses mapas com os elementos ainda coletados em 2D. Porém, com a evolução digital, o sistema também passou a ter funcionalidade tridimensional, conhecida como 3D GIS, onde podem ser extraídos cartografias temáticas, tabelas e relatórios, que permitem o gerenciamento do território urbano, estudos de transformação urbana, planos de proteção civil, estudos demográficos e estatísticas, etc. 

Com a entrada do GIS no universo tridimensional permitiu-se uma total integração com as ferramentas do BIM.

A possibilidade de uso de todos esses recursos do BIM para as edificações e o GIS para dados georreferenciados permitiu uma união de forças que resultou no nascimento do CIM, que possibilita um melhor planejamento urbano, gestão e controle de sistemas de infraestrutura e redes, além do monitoramento desses dados em tempo real. Pode-se dizer que é o BIM na modelagem da cidade.

CIM (City Information Modeling) nasce com inspiração em jogo

O CIM nasceu com uma clara inspiração no jogo Sim City, no qual as pessoas projetavam uma cidade do zero, construindo elemento por elemento. É exatamente o que o CIM permite, com todos os recursos do BIM para os elementos das edificações, vai realizar o mesmo na escala das cidades.

O CIM vai utilizar de diversos suportes tecnológicos para permitir uma modelagem das cidades com integração a TICS (Tecnologias de Informação e Comunicação), que são possíveis por meio do advento do IoT, análises Big Data, etc. 

A plataforma vai permitir reunir todos os elementos que compõem uma cidade em composição com dados georreferenciados. Funciona da mesma maneira que o BIM: todos esses elementos estarão centralizados no momento único 3D, com associação de dados.

Mas para garantir que todos esses elementos sejam compreendidos, é preciso trabalhar com os gêmeos digitais, que nada mais são do que a representação virtual dos elementos reais, que já são amplamente utilizados no BIM.

É por meio das representações virtuais que os modelos únicos e tridimensionais poderão passar por simulações que facilitam a criação dos vários cenários também para as cidades.

Essas simulações vão permitir soluções antes de fatos reais que possam ocorrer em uma cidade, como enchentes, super congestionamentos e paralisação de serviços, apoio de saúde em casos de pandemia, etc.

Assim, o City Information Modeling pode trazer aos governantes uma visão mais avançada do Urbanismo a partir do uso correto desses dados.

Planejamento urbano mais eficaz

O CIM vai integrar elementos individuais à infraestrutura urbana, onde vão entrar mobilidade urbana, zoneamento urbano, serviços públicos de saúde, redes elétricas, água e saneamento básico, etc. 

O CIM também consegue detectar todos os impactos  que uma nova construção gera na infraestrutura urbana de uma região, no que se refere ao consumo de água e energia, esgoto, demandas de trânsito, estacionamentos, áreas sombreadas, etc. 

Os dados inseridos na plataforma CIM podem revelar que aquela comunidade precisa de mais infraestrutura em todos os setores que serão impactados ou até mesmo propor uma modificação na nova instalação, que também pode ter sido modelada com o BIM. 

As informações que estarão na plataforma CIM vão permitir que seja realizada a operação e a manutenção preditiva das cidades, por meio de dados que serão obtidos de várias formas para integrar o gêmeo digital da cidade, como sensores, scanners, Big Data, etc.

Esses dados são essenciais para a elaboração de um planejamento urbano eficaz por parte de governantes e uma melhor tomada de decisões, assim como ocorre com o BIM em projetos individuais.

Além disso, ter esses dados reunidos na plataforma CIM também vão proporcionar que a cidade funcione com melhor desempenho porque a sua dinâmica estará facilmente disponível em um único ambiente virtual.

Cidades Inteligentes

Países em desenvolvimento, como o Brasil, ainda não utilizam tecnologias avançadas de forma ampla no urbanismo, em grande parte isso ocorre por falta de apoio da gestão pública. Porém, algumas cidades do Primeiro Mundo já perceberam os benefícios de operar o município a partir do ambiente CIM, que são aquelas conhecidas como Cidades Inteligentes em nível avançado, como , como Copenhague (Dinamarca), Montreal (Canadá), Song Do (Coreia do Sul) e Dubai.

Para uma breve explicação: Cidades Inteligentes utilizam as tecnologias de informação e comunicação para compartilhar informações com o público e gerar mais eficiência operacional e qualidade de vida para a população.

Nas Cidades Inteligentes, não apenas os governantes municipais ditam a dinâmica da cidade para melhorar suas funções urbanas, mas também a população, entidades de classe, agentes públicos e empresas, que podem somar dados ao sistema por meio da conectividade.

Mas o conceito de Smart Cities não se trata apenas do uso de tecnologias avançadas, mas sim de tornar as cidades mais humanas, com atendimento real das necessidades da própria população.

Com essa participação efetiva, a gestão pública pode conhecer as intervenções urbanas em todos os setores e melhorar a sua eficiência.

Conclusão

A arquitetura e urbanismo absorvem muito bem a questão das transformações das cidades, que ocorre por densidade demográfica, avanços tecnológicos e fatores socioeconômicos, mas nem sempre o poder público tem ferramentas para entender essas mudanças, sanar problemas do presente e ainda projetar o futuro. Com o CIM (City Information Modeling), essa visão globalizada sobre a cidade pode ficar muito mais nítida ao poder público.

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O BIM Mandate pode ter duas interpretações: o documento (Manual do BIM) que detalha aspectos de modelagem ou mandato BIM, que é um padrão que estabelece políticas de implementação da metodologia em certos países. Neste aspecto, o BIM Mandate Brasil é a Estratégia BIM BR, lançada pelo decreto 10.306, de abril de 2020. No decreto, o governo federal estabeleceu a utilização do Building Information Modeling na execução direta ou indireta de obras e serviços de engenharia realizada pelos órgãos e pelas entidades da administração pública federal, no âmbito da Estratégia Nacional de Disseminação do Building Information Modelling- Estratégia BIM BR, instituída pelo Decreto nº 9.983, de 22 de agosto de 2019. Neste post, vamos focar no Manual BIM, que é essencial para os projetos do setor, pois é a definição dos fornecedores ou construtoras sobre as necessidades de informação da estrutura do modelo e vai orientar todo o processo de desenvolvimento do projeto. Leia o post até o final para entender melhor o BIM Mandate, que pode também ajudar as empresas nas contratações de projetos. O que é BIM? Antes de falar de BIM Mandate (Manual BIM), vamos entender o que é BIM (Building Information Modeling). Essa é uma metodologia que envolve um processo inteligente e colaborativo, baseado em um modelo 3D único para a indústria da Arquitetura, Engenharia e Construção. Como o modelo é único, o processo é totalmente colaborativo entre as disciplinas permitindo projetar, analisar, planejar, gerenciar e operar sistemas de construção de uma forma muito mais rápida e segura do que os métodos tradicionais. Além disso, o BIM também possibilita redução de custos e de tempo de execução de obra, permitindo agregar muito mais valor aos projetos do setor construtivo. No mundo, a necessidade da metodologia vem crescendo de tal forma que, além das edificações, também tem sido utilizado o BIM na modelagem das cidades. Para que serve BIM Mandate? Vamos ao BIM Mandate ou Manual BIM: é um documento essencial porque vai orientar as equipes tanto na identificação quanto na execução de cada fase do ciclo de vida do projeto. Normalmente, é utilizado por uma construtora, empresa de projetos ou setor do órgão público com suas regras gerais de trabalho em BIM. Por meio deste documento, criado antes de iniciar o projeto, todos os padrões de construção são definidos e especificados pelos fornecedores (escritórios de arquitetura ou engenharia) ou empreiteiras. São formas únicas de realizar o procedimento para modelagem. Funciona como um manual pré-definido, sendo Open BIM para trabalhar com a interoperabilidade, que se dá por um ambiente colaborativo por meio de IFC (Industry Foundation Classes), que é um formato que permite o intercâmbio de informções. Também pode ser com BIM exclusivo (especialmente para a iniciativa privada) quando é utilizado somente determinados softwares nativos da mesma plataforma, como o Archicad ou Revit. Confusão entre BEP e BIM Mandate Há também uma certa confusão no mercado quando associam o BIM Mandate como BEP (Plano de Execução BIM). Enquanto o Manual BIM vai apresentar as regras gerais pré-definidas do trabalho com base no BIM, o BEP é criado a cada projeto, como foco em um produto específico, de contrato a contrato, para definir plano de implementação do BIM para aquele projeto, usos, processos, coleta de informações, responsabilidades e funções, softwares, cronograma, documentos, etc. BIM Mandate: exemplo do que deve constar Quando um escritório de arquitetura ou engenharia tem o seu próprio BIM Mandate pode agregar valor ao trabalho que vai oferecer aos seus clientes, porque demonstra que essas diretrizes podem promover um potencial de eficácia aos resultados do projeto. O processo de levantar informações sobre gargalos, custos e estimativas de melhorias por si só já agrega valor aos trabalhos das empresas que têm um BIM Mandate porque pode demonstrar que está compatível com as exigências e especificidades do mercado construtivo. Neste BIM Mandate estarão destacados detalhes das variadas etapas dentro do ciclo de vida do projeto BIM. Veja as informações que deverão constar no documento e serão disponibilizadas à equipe: Definição dos usos do modelo BIM e diretrizes de Modelagem; Definições de Projeto; Padronização de nomenclaturas de: materiais, bibliotecas, arquivos, etc; LOD (Nível de Desenvolvimento do modelo em cada etapa de entrega); LOI (Nível de Informação); Planejamento (BIM 4D); Orçamentação (BIM 5D); Coordenação de Projetos; Diretrizes de interoperabilidade; Entregáveis BIM; Utilização vinculada à EAP. Conclusão O BIM Mandate é recomendado para a fase anterior ao início do projeto porque certamente servirá para garantir muito mais estrutura aos dados e processos necessários. Dessa forma, tanto o planejamento quanto desenvolvimento do projeto tendem a ser muito mais organizados e eficientes. Vale a pena produzir o documento.

BIM Mandate: entenda o que é

O BIM Mandate pode ter duas interpretações: o documento (Manual do BIM) que detalha aspectos de modelagem ou mandato BIM, que é um padrão que