Matriculas abertas para curso de Revit Architecture Básico em Florianópolis

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O BIM Mandate pode ter duas interpretações: o documento (Manual do BIM) que detalha aspectos de modelagem ou mandato BIM, que é um padrão que estabelece políticas de implementação da metodologia em certos países. Neste aspecto, o BIM Mandate Brasil é a Estratégia BIM BR, lançada pelo decreto 10.306, de abril de 2020. No decreto, o governo federal estabeleceu a utilização do Building Information Modeling na execução direta ou indireta de obras e serviços de engenharia realizada pelos órgãos e pelas entidades da administração pública federal, no âmbito da Estratégia Nacional de Disseminação do Building Information Modelling- Estratégia BIM BR, instituída pelo Decreto nº 9.983, de 22 de agosto de 2019. Neste post, vamos focar no Manual BIM, que é essencial para os projetos do setor, pois é a definição dos fornecedores ou construtoras sobre as necessidades de informação da estrutura do modelo e vai orientar todo o processo de desenvolvimento do projeto. Leia o post até o final para entender melhor o BIM Mandate, que pode também ajudar as empresas nas contratações de projetos. O que é BIM? Antes de falar de BIM Mandate (Manual BIM), vamos entender o que é BIM (Building Information Modeling). Essa é uma metodologia que envolve um processo inteligente e colaborativo, baseado em um modelo 3D único para a indústria da Arquitetura, Engenharia e Construção. Como o modelo é único, o processo é totalmente colaborativo entre as disciplinas permitindo projetar, analisar, planejar, gerenciar e operar sistemas de construção de uma forma muito mais rápida e segura do que os métodos tradicionais. Além disso, o BIM também possibilita redução de custos e de tempo de execução de obra, permitindo agregar muito mais valor aos projetos do setor construtivo. No mundo, a necessidade da metodologia vem crescendo de tal forma que, além das edificações, também tem sido utilizado o BIM na modelagem das cidades. Para que serve BIM Mandate? Vamos ao BIM Mandate ou Manual BIM: é um documento essencial porque vai orientar as equipes tanto na identificação quanto na execução de cada fase do ciclo de vida do projeto. Normalmente, é utilizado por uma construtora, empresa de projetos ou setor do órgão público com suas regras gerais de trabalho em BIM. Por meio deste documento, criado antes de iniciar o projeto, todos os padrões de construção são definidos e especificados pelos fornecedores (escritórios de arquitetura ou engenharia) ou empreiteiras. São formas únicas de realizar o procedimento para modelagem. Funciona como um manual pré-definido, sendo Open BIM para trabalhar com a interoperabilidade, que se dá por um ambiente colaborativo por meio de IFC (Industry Foundation Classes), que é um formato que permite o intercâmbio de informções. Também pode ser com BIM exclusivo (especialmente para a iniciativa privada) quando é utilizado somente determinados softwares nativos da mesma plataforma, como o Archicad ou Revit. Confusão entre BEP e BIM Mandate Há também uma certa confusão no mercado quando associam o BIM Mandate como BEP (Plano de Execução BIM). Enquanto o Manual BIM vai apresentar as regras gerais pré-definidas do trabalho com base no BIM, o BEP é criado a cada projeto, como foco em um produto específico, de contrato a contrato, para definir plano de implementação do BIM para aquele projeto, usos, processos, coleta de informações, responsabilidades e funções, softwares, cronograma, documentos, etc. BIM Mandate: exemplo do que deve constar Quando um escritório de arquitetura ou engenharia tem o seu próprio BIM Mandate pode agregar valor ao trabalho que vai oferecer aos seus clientes, porque demonstra que essas diretrizes podem promover um potencial de eficácia aos resultados do projeto. O processo de levantar informações sobre gargalos, custos e estimativas de melhorias por si só já agrega valor aos trabalhos das empresas que têm um BIM Mandate porque pode demonstrar que está compatível com as exigências e especificidades do mercado construtivo. Neste BIM Mandate estarão destacados detalhes das variadas etapas dentro do ciclo de vida do projeto BIM. Veja as informações que deverão constar no documento e serão disponibilizadas à equipe: Definição dos usos do modelo BIM e diretrizes de Modelagem; Definições de Projeto; Padronização de nomenclaturas de: materiais, bibliotecas, arquivos, etc; LOD (Nível de Desenvolvimento do modelo em cada etapa de entrega); LOI (Nível de Informação); Planejamento (BIM 4D); Orçamentação (BIM 5D); Coordenação de Projetos; Diretrizes de interoperabilidade; Entregáveis BIM; Utilização vinculada à EAP. Conclusão O BIM Mandate é recomendado para a fase anterior ao início do projeto porque certamente servirá para garantir muito mais estrutura aos dados e processos necessários. Dessa forma, tanto o planejamento quanto desenvolvimento do projeto tendem a ser muito mais organizados e eficientes. Vale a pena produzir o documento.

BIM Mandate: entenda o que é

O BIM Mandate pode ter duas interpretações: o documento (Manual do BIM) que detalha aspectos de modelagem ou mandato BIM, que é um padrão que

O uso do BIM no Brasil vem caminhando para proporcionar uma indústria construtiva cada vez mais organizada, eficiente, sustentável do ponto de vista ambiental e financeiro e com mais eficiência. Essa história começou no início dos anos 2000, ainda sem definições de regras ou padronizações para o setor, porém, os exemplos internacionais mostraram que o uso da metodologia e tecnologia BIM no Brasil era possível, necessitando de mais apoio governamental e uma mudança de mindset do setor. Ainda há certos entraves para estabelecer completamente a mudança de mentalidade, mas o decreto que estabelece o uso do BIM pelas entidades da administração pública federal, no âmbito da Estratégia Nacional de Disseminação do Building Information Modeling- Estratégia BIM BR, que entrou em vigor em janeiro deste ano promete acelerar mais o processo da implantação do BIM no Brasil. Leia mais neste post para conhecer um pouco mais dessa trajetória. O que é BIM? Para entender o que é BIM é preciso entender que foi a partir do desenvolvimento dos softwares que permitiram a elaboração de desenhos e projetos com os computadores em 1980, com a tecnologia CAD (Computer Aided Design), que começaram a nascer os softwares de representação gráfica tridimensional, que mais tarde construíram as bases da metodologia BIM. Desde a década de 1970 que o professor Chuck Eastman, do Instituto de Tecnologia da Georgia (EUA) e diretor do Digital Building Laboratory, descreveu um sistema de modelagem de sólidos em 3D CAD, com a denominação Building Description System (Sistema de Descrição da Construção). Podemos definir BIM como uma metodologia de trabalho colaborativa baseada em um modelo único tridimensional, carregado com informações que servirão a todas as etapas do ciclo de vida de um projeto construtivo. Essa plataforma, amparada em 3 pilares (pessoas, processos e tecnologia), fornece aos profissionais da arquitetura, engenharia e construção, informações precisas e ferramentas para planejar, projetar, construir e gerenciar com mais eficiência a edificação desde os mais simples aos mais complexos prédios residenciais, comerciais, instalações e obras de infraestrutura. No mundo, o BIM começou a ganhar força a partir dos anos 2000, quando muitos países passaram a adotar a metodologia evoluindo gradativamente os níveis de maturidade do BIM. Em vários desses países já existem BIM Mandate, que é um padrão que estabelece políticas de implementação da metodologia na iniciativa pública. Ao tratar esses níveis de maturidade do BIM, que vão do 1 ao 3, muitos países já aplicam esses níveis em seus regulamentos baseados nos tipos de projetos. Por exemplo, nos projetos do governo, podem exigir em seus regulamentos que o BIM já esteja no nível 2, que é a fase onde o nível de colaboração é maior, com processos de trocas de informações entre as disciplinas envolvidas. O Reino Unido é hoje o líder global de uso da metodologia na indústria construtiva, mas muitos países já seguem também em busca desse título. BIM Brasil: trajetória no país O principal motivo de adesão de muitos países ao BIM são os recursos que permitem resolver os grandes desafios das áreas de arquitetura, engenharia e construção, como problemas de comunicação, gestão e coordenação ineficientes, ineficácia no planejamento, problemas na compatibilização de projetos, etc. O BIM Brasil também caminha para uma regulamentação no setor e já tem o seu BIM Mandate Brasil, que é a Estratégia BIM BR, lançada pelo decreto 10.306, de abril de 2020. O decreto Decreto Bim Brasil estabelece a utilização do Building Information Modeling na execução direta ou indireta de obras e serviços de engenharia realizada pelos órgãos e pelas entidades da administração pública federal, no âmbito da Estratégia Nacional de Disseminação do Building Information Modeling- Estratégia BIM BR, instituída pelo Decreto nº 9.983, de 22 de agosto de 2019. Em princípio, o decreto atinge especificamente os Ministérios da Infraestrutura e da Defesa, porém, também abre a perspectiva de outros órgãos públicos utilizarem a metodologia em suas novas obras ou reformas. Uma das grandes motivações para o estímulo do uso do BIM por meio da Estratégia BIM BR é promover mais transparência no setor construtivo no que se refere às obras públicas, contratadas por meio de licitação e que já foram alvo de inúmeras denúncias de ineficiência de gestão, superfaturamento e favorecimento. Mas a história do uso da metodologia no país também no início dos anos 2000, de forma ainda incipiente, especialmente após a iniciativa de alguns órgãos governamentais começarem a atuar com a metodologia. A partir dessas iniciativas iniciais, foram sendo criados diversos fóruns de discussão, relatórios, eventos, elaboração de manuais para debater o uso do BIM no Brasil e até uma iniciativa que inspirou uma padronização nos processos licitatórios públicos com o BIM, que foi o Caderno de Santa Catarina, em 2013. Um pouco mais sobre a Estratégia BIM BR A Estratégia Nacional de Disseminação do BIM, criada pelo decreto 9.377, de maio de 2018, extinguiu o decreto de 5 de junho de 2017. Em 2019, esse decreto sofreu alteração, e foi sancionado o decreto 9.983, de 22 de agosto de 2019, para dispor sobre a Estratégia Nacional de Disseminação do Building Information Modeling e instituir o Comitê Gestor da Estratégia do Building Information Modeling. O objetivo dos decretos foi criar políticas públicas visando a mudança do atual modelo de construção para a plataforma BIM. A finalidade da Estratégia BIM é promover um ambiente adequado para uso do BIM no Brasil em um período de 10 anos. As ações incluem: Difusão do BIM e seus benefícios; Coordenar a estruturação do setor público para a adoção do BIM; Criar condições favoráveis para o investimento, público e privado, em BIM; Estimular a capacitação em BIM; Propor atos normativos que estabeleçam parâmetros para as compras e as contratações públicas com uso do BIM; Desenvolver normas técnicas, guias e protocolos específicos para adoção do BIM; Desenvolver a Plataforma e a Biblioteca Nacional BIM; Estimular o desenvolvimento e aplicação de novas tecnologias relacionadas ao BIM; Incentivar a concorrência no mercado por meio de padrões neutros de interoperabilidade BIM. Já neste decreto, o uso do BIM seria implementado gradualmente em 3 fases: janeiro de 2021, janeiro de 2024 e janeiro de 2028. Iniciativas após a Estratégia BIM No final de 2017, a ABDI e o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços lançaram uma Coletânea BIM para orientar o planejamento, projeto, contratação, fiscalização e aceite de obras públicas ou privadas com o BIM. São seis volumes (Fundamentos BIM, Implementação BIM, Colaboração e Integração BIM, Fluxos de Trabalho BIM, Formas de Contratação BIM, 10 Motivos para Evoluir para o BIM), que nasceram com o objetivo de serem ponto de referência para capacitação e qualificação técnica na metodologia. A partir da Estratégia BIM BR, que tem entre suas ações a difusão da plataforma BIM no Brasil, já surgiram diversas iniciativas, como a criação da Câmara Brasileira do BIM, em 2018, que nasceu para discutir as políticas públicas de implementação e disseminação do BIM em cada Estado e no Brasil como um todo. São comitês que abordam temas como softwares, contratos, licitações, processos, formação acadêmica, etc Em 2019, também foi criada a frente parlamentar do BIM por meio do requerimento nº 2742/2019, em 21 de outubro de 2019, para lutar para que a metodologia se torne obrigatório em todos os órgãos do governo. Foi essa Frente que ajudou o Congresso e o Senado a entenderem sobre a necessidade de mudança na Lei 8.666/93, que praticamente não permitia inovações tecnológicas em projeto de arquitetura e engenharia, engessando prazos, controle de custos, melhoria de condições de trabalho e flexibilidade de adaptações para projetos mais inovadores. Em 1o de abril de 2021 foi publicada a Nova Lei de Licitações (14.133/21) para substituir a 8666, ficou determinado o uso preferencial do BIM para projetos em obras públicas. Em 2019, outra iniciativa importante foi a criação da Plataforma BIM BR, uma ação conjunta entre o então Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). A Plataforma BIM Brasil traz um conteúdo dinâmico sobre a Modelagem da Informação da Construção e uma Biblioteca BIM, com upload de objetos e componentes BIM, que seguem o estabelecido em um regulamento técnico. A biblioteca BIM Brasil é considerada a maior biblioteca pública da metodologia no mundo. Esse portal BIM Brasil também está aberto para o cadastro de profissionais que são experts na metodologia. BIM Brasil: órgãos públicos e privados Entre os órgãos públicos que utilizaram o BIM em seus processos construtivos estão o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) e o PBQP-H (Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade do Habitat), vinculado ao Ministério das Cidades, com o Programa Minha Casa Minha Vida, que foi substituído pelo programa Casa Verde e Amarela. Outros grandes contratantes de obras de infraestrutura também passaram a exigir uso da metodologia BIM, como a Petrobras, que foi uma das primeiras grandes empresas governamentais a usar a metodologia 3D inteligente em suas obras, com os primeiros experimentos com o uso da metodologia no Campo de Marlim, em 1989, em Santos. Mas em 2017, por exemplo, a nova geração de plataformas pré-sal foi inteiramente desenvolvida dentro da metodologia BIM. Outros órgãos a utilizar o BIM em suas obras foram o INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial) e Cedurp (Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro). Em relação a outros órgãos importantes que já investiram em projetos desenvolvidos com o BIM está o Projeto Sirius, que é um acelerador de partículas considerado a maior e mais complexa infraestrutura científica já construída no país. O Centro de Ensino e Pesquisa Albert Einstein, também utilizou o BIM em sua edificação, que vai abrigar a Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein e os pesquisadores da instituição. O SENAI já tem realizado o projeto e execução de suas escolas profissionalizantes totalmente com a metodologia BIM. BIM no Brasil na pandemia Devido à urgência para construção de hospitais de campanha durante a pandemia, em abril de 2020, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) também apresentou uma proposta ao governo para execução de obras mais rápidas com o BIM para ampliar a capacidade de atendimento. Neste aspecto, o BIM também é a metodologia mais indicada porque permite uma construção mais rápida e eficiente. Tendo em vista essa urgência, umas das obras construídas com o BIM foi o hospital do M’boi Mirim, em São Paulo, com cem leitos. Entre os modelos de hospitais de campanhas também estão os do projeto CURA Pods (Connected Units for Respiratory Ailments), que é uma iniciativa internacional que propõe reutilizar containers para criar unidades compactas de terapia intensiva, que servem para apoiar hospitais e comunidades. Com o BIM, é possível modelar o módulo de base de forma rápida, permitindo ter instalações completas. Cursos de BIM Para democratizar o uso da metodologia BIM no país, a ABDI também lançou em outubro de 2020 um curso gratuito e online sobre o BIM. Dividido em 2 módulos, o curso destinou-se aos profissionais dos setores de Engenharia, Arquitetura e Construção (AEC). Outra iniciativa importante no Brasil para ajudar na implantação de um sistema BIM no Brasil é o programa de capacitação na metodologia oferecido de forma gratuita em diversas unidades do Senai. Há opções como o curso introdutório “Desvendando o BIM”, mas há também opções de cursos mais específicos e já voltados para arquitetos, engenheiros e estudantes como o curso “Projeto de hidráulica com as bibliotecas BIM Amanco Wavin”, desenvolvido em parceria com a Amanco Wavin para os profissionais que estejam buscando soluções para projetos hidrossanitários. Neste ano, o Senai do Paraná lançou um programa de residência em BIM para construtoras, incorporadoras e escritórios de projetos de arquitetura e engenharia. O Grupo AJ BIM também oferece uma pós-graduação BIM e realiza diversos cursos técnicos para amparar o trabalho na metodologia. Conclusão A eficiência que o BIM traz aos processos construtivos está se apresentando cada vez com mais força na área pública e privada no Brasil. O interesse no conhecimento sobre a metodologia e a qualificação de profissionais vem aumentando, o que é imprescindível para o setor. Mas o fórum BIM Brasil ainda precisa ser ampliado. O certo é que essa precisa ser uma importante página da história do Brasil, que não pode ficar de fora dessa onda de modernização que vem transformando a indústria construtiva do mundo inteiro.

A História do BIM no Brasil

O uso do BIM no Brasil vem caminhando para proporcionar uma indústria construtiva cada vez mais organizada, eficiente, sustentável do ponto de vista ambiental e